Nova York, 21 mar (EFE).- Integrantes do movimento Occupy Wall Street voltaram a se reunir na praça Union Square, em Nova York, de onde foram expulsos nesta madrugada, e denunciaram que a polícia realizou prisões durante a desocupação.

"Após reprimir a concentração de ontem à noite na Union Square, agora a polícia de Nova York está outra vez prendendo os manifestantes pelo simples fato deles segurarem cartazes", denuncia o movimento em seu site.

Um porta-voz da polícia nova-iorquina confirmou à Agência Efe que além das seis pessoas detidas na madrugada, que já foram liberadas, outros ativistas foram presos na praça.

O movimento Occupy Wall Stret pretende reunir nesta quarta-feira centenas de pessoas na emblemática praça nova-iorquina para protestar conta a morte de um jovem afro-americano num bairro de maioria branca em Sanford, na Flórida. O rapaz foi atingido por um disparo efetuado por um vigilante.

Os integrantes do movimento também afirmam que a polícia de Nova York comete excessos e faz uso desmedido de força para reprimir as manifestações.

O movimento conta com o apoio de vereadores democratas como Ydanis Rodríguez e Jumaane Williams, que se uniram aos ativistas após saberem que novas prisões estavam sendo efetuadas.

Os políticos criticaram a polícia por não defender os direitos constitucionais dos nova-iorquinos e disseram que conversaram com o comissário do Departamento de Parques de Manhattan, Guillermo Castro, que teria afirmado que os ativistas poderiam portar cartazes.

Os manifestantes se concentraram nesta terça-feira à noite na praça e os policiais expulsaram cerca de 300 pessoas do local. Além disso, os agentes de segurança fecharam a praça com cercas metálicas.

Após o incidente, os ativistas buscaram refúgios nas ruas adjacentes e permaneceram nas redondezas da Union Square até o amanhecer, até a praça ser reaberta.

Segundo os ativistas, uma mulher foi empurrada por um policial, caiu no chão, e ficou inconsciente. Ela recebeu atendimento médico e passa bem.

O movimento Occupy Wall Street completou no fim de semana passado seis meses de mobilização contra o sistema financeiro e críticas contra a polícia de Nova York. EFE