O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou neste sábado (7) que, quando chegar à Casa Branca, a Rússia respeitará os Estados Unidos "muito mais" do que agora, e fez votos para que haja "boas relações" entre os dois países.

Trump abordou o tema em uma série de mensagens pelo Twitter que divulgou logo após outra vinculada com os relatórios de inteligência que recebeu sobre o ataque cibernético russo durante as últimas eleições presidenciais.

"Ter uma boa relação com a Rússia é algo bom, não ruim. Só gente 'estúpida', ou os tolos, poderiam pensar que é ruim!", escreveu o presidente eleito, que chegará à Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro.

"Temos agora problemas suficientes ao redor do mundo sem necessidade de ter mais um. Quando for presidente, a Rússia nos respeitará muito mais do que agora", acrescentou.

Também afirmou que Estados Unidos e Rússia poderiam colaborar "para resolver alguns dos grandes e urgentes problemas" que afetam o mundo.

O presidente eleito foi criticado por seus rivais democratas pelos elogios que periodicamente dirigiu ao presidente russo, Vladmir Putin, o que despertou suspeitas sobre o papel que a Rússia pôde ter no resultado das eleições presidenciais de 8 de novembro.

Os comentários de Trump acontecem após a divulgação de relatórios oficiais que detalham o papel da Rússia no ciberataque sofrido por instituições americanas no processo que culminou com o pleito vencido por Trump.

Uma das conclusões das agências de inteligência é que Putin ordenou estes ataques porque tinha "uma clara preferência" por Trump e buscava também "manchar a imagem" de sua rival, a democrata Hillary Clinton.

Trump recebeu um resumo dessas conclusões em reunião que teve em Nova York nesta sexta-feira com os principais responsáveis dos serviços de inteligência da Administração de Barack Obama.

No final dessa reunião, e assim como reiterou hoje pelo Twitter, Trump afirmou que não há "evidências" que os ciberataques no processo eleitoral tenham afetado o resultado do pleito de novembro.

"Ninguém tocou nas máquinas de votação!", destacou Trump nas mensagens de hoje.