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02/07/09 - 08h35
Publicado Por: Mariana Riscala

Lei antifumo é tendência mundial, diz José Serra

Em entrevista à JP, governador de SP também falou sobre eleições de 2010, Rodoanel e Copa de 2014

JOVEM PAN/ JP


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Em visita aos estúdios da Jovem Pan, o governador de São Paulo, José Serra, comentou as acusações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que governadores são culpados pela redução do IPI não ter chegado integralmente aos consumidores. Segundo Serra, os índices de preços mostram que a substituição tributária não afeta o preço, só combate a sonegação.

“Combater a sonegação é importante em momento de crise. É complicado gente pagando imposto e outros sonegando. É preciso defender arrecadação, porque é preciso pagar salários. Não vejo razão para preocupação em relação à ação dos Estados”, ressaltou, revelando que, de cada Real abatido, R$ 0,60 é por conta dos Estados e Municípios.

Na próxima segunda-feira, Serra se reunirá com Mantega para conseguir uma autorização federal para empréstimos. “Precisamos de mais dinheiro e São Paulo tem capacidade de pagar a dívida. Temos dinheiro guardado”, disse, lembrando que o Estado é o que mais investe e, mesmo com a crise, nenhuma obra desacelerou.

O governador também comentou a “guerrilha jurídica” com a indústria do cigarro na questão da lei antifumo. Ele acredita que essa disputa jurídica já esteja resolvida até a lei entrar em vigor, o que ocorrerá no próximo mês de agosto. “Estamos defendendo a saúde de quem não fuma. Essa lei é uma tendência mundial”, comemorou. Serra disse que a lei “vai pegar” e não por causa da fiscalização de cerca de 500 agentes, mas “porque a população vai entendendo que o problema é educacional”.

José Serra, mais uma vez, se esquivou de falar sobre uma possível candidatura às eleições presidenciais de 2010, afirmando que ainda é cedo para campanha eleitoral. Ele ressaltou que sua preocupação é se concentrar em governar São Paulo, assim como Aécio Neves tem preocupação em governar Minas Gerais, apesar de ter deixado sua candidatura em aberto.

“Aécio também é muito bem avaliado, vamos ver qual é o encaminhamento que será dado. Se ele for escolhido, eu vou apoiá-lo. Mas só no ano que vem é que vou me ocupar disso. Grande parte da população de São Paulo gostaria que eu fosse presidente, mas a grande maioria também diz que ainda é cedo para discutir o assunto. Isso atrapalha quando é prematuro”, disse.

Mas ele disse não ver problemas na realização de prévias com Aécio Neves para a candidatura do PSDB à Presidência. E preferiu não comentar a possibilidade de Ciro Gomes se candidatar ao governo de São Paulo. “Não posso ser contra ou a favor, não está na minha esfera comentar isso, mas seria uma experiência nova”, resumiu.

O governador paulista ressaltou que o governo federal apressou as coisas ao declarar Dilma Rousseff como candidata. Ele discorda dessa atitude e diz que não é conveniente para o país e nem para o Estado antecipar essas discussões.

Acompanhado do secretário dos Transportes, Mauro Arce, nos estúdios da Jovem Pan, Serra revelou que o Rodoanel deve ser entregue até março de 2010. “O teto é março do ano que vem, mas queremos inaugurar antes. As empresas estão trabalhando para isso”, animou-se.

O secretário também falou sobre a Parceria Público-Privada para melhorias em estradas do Estado, como a Tamoios, Floriano Rodrigues Pinheiro, Mogi-Bertioga, entre outras rodovias. “Temos a melhor rede de estradas do Brasil”, comemora, lembrando que é bem melhor quando há investimento de empresas.

José Serra afirmou que o governo do Estado está fazendo tudo o que precisa ser feito para a Copa do Mundo de 2014, que ocorrerá no Brasil. Para ele, a abertura da competição seria em São Paulo e o encerramento no Rio de Janeiro. O governador lembrou que a questão dos aeroportos é que precisa ser resolvida pelo governo federal. Serra defendeu a concessão do Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

O comentarista da Jovem Pan, Fernando Rodrigues, questionou Serra sobre o projeto do Congresso para que a internet se transforme em rádio e televisão na questão da campanha política, também com restrições e legislações, dando o mesmo tempo para cada candidato. Para o governador, “isso é um equívoco, um absurdo completo, pois a internet não é mídia nesse aspecto de rádio e televisão”.

O governador José Serra também comentou sobre a crise no Senado Federal, a questão do amianto em São Paulo, os programas do governo do Estado para a educação nas escolas paulistas, o tema dos precatórios, despoluição do rio Tietê, entre muitos outros assuntos. Acompanhe a entrevista.

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