O PSOL protocolou, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, um pedido de impeachment do vice-governador Leonel Pavan (PSDB), que foi denunciado pelo Ministério Público por possível favorecimento para uma empresa de combustíveis, o que atrapalhou inclusive sua posse, nesta terça-feira, substituindo o atual governador, Luiz Henrique da Silveira, que está no segundo mandato e se licenciaria para disputar uma vaga no Senado pelo PMDB.
A denúncia foi apresentada, ainda em 2009, pelo procurador-geral de Justiça Gercino Gomes Neto, e cita ainda outras seis pessoas, que também podem ser indiciadas pelos crimes de corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa e quebra de sigilo funcional no governo catarinense, razões que levaram o líder do PSOL, Afrânio Boppré, a formalizar o pedido de impeachment.
Ele alegou que o partido apresentou o pedido “em decorrência da tipificação dos crimes de corrupção passiva e advocacia administrativa, porque o Pavan exerceu lobby em favor dessa empresa de combustíveis do Paraná (…) a informação é que houve uma propina na bagatela de R$ 100 mil”.