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PT planeja lançar pré-candidatura de Lula à Presidência já no 1º semestre de 2017

  • Por Jovem Pan com Estadão Conteúdo
  • 24/12/2016 08h46
Ricardo Stuckert/ Instituto LulaRicardo Stuckert/ Instituto LulaEx-presidente Lula
Iguatu- CE- Brasil- 21/09/2016- Exp-presidente Lula, durante comício na tarde desta quarta-feira na cidade de Iguatu. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

O Partido dos Trabalhadores pretende lançar uma pré-candidatura de Lula à Presidência da República já no início do próximo ano – entre os meses de fevereiro e abril. O “pré-anúncio” tem dois objetivos. O primeiro é aproveitar politicamente a baixa popularidade do Governo Michel Temer, já o segundo é reforçar a defesa jurídica de Lula, réu em cinco processos penais, quatro deles provenientes da Operação Lava Jato e seus desdobramentos.

A informação foi confirmada reservadamente por integrantes da direção petista e também do Instituto Lula.

O PT defende formalmente a antecipação da eleição presidencial em caso de cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Parte dos líderes petistas defende que Lula seja lançado candidato logo no começo do ano, em fevereiro, para se antecipar a possíveis condenações na Justiça que possam barrar sua candidatura ou até levar o ex-presidente à prisão em 2017.

A pré-candidatura de Lula reforçaria o discurso do PT, que acusa a Lava Jato de querer criminalizar as ações de seu líder máximo e do partido. Segundo os defensores da ideia, ao se colocar publicamente como candidato, o ex-presidente poderá se blindar parcialmente da força-tarefa em Curitiba. 

Conforme esse raciocínio, com a pré-candidatura na rua seria mais fácil difundir a tese de que está em curso uma tentativa de interditar judicialmente a possibilidade de Lula disputar um terceiro mandato no Planalto. O bom desempenho do petista nas pesquisas de opinião reforça a estratégia.

“A necessidade de condenar Lula cresce na medida em que ele assume protagonismo nas eleições de 2018. Ao que parece a população começa a fazer a comparação entre os projetos”, disse o coordenador do setorial jurídico do PT, Marco Aurélio de Carvalho. Outro grupo defende que a candidatura seja lançada durante o 6º Congresso Nacional do PT, marcado para abril, mas que pode ser adiado para maio.