O governo Dilma violou a legislação trabalhista e agrediu direitos humanos no acordo para contratação de médicos cubanos. A presidente da República internacionalizou a figura do "gato" ao entregar o salário dos trabalhadores para Raul Castro.

O ditador de Havana vai embolsar o dinheiro dos impostos que os brasileiros pagam e devolver só uma pequena parte para os médicos. E se um desses cubanos oprimidos pedir asilo no Brasil, terá esse direito humano negado, avaliou o Advogado Geral da União, Luiz Inacio Adams.

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O modelo de contratação e remuneração dos médicos cubanos afronta o regime trabalhista brasileiro, diz presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Carlos Alberto Reis de Paula. Ele ressaltou também que o contrato de trabalho celebrado deve seguir as regras da CLT.

Todos os médicos que vierem de fora, inclusive os cubanos, vão ter moradia e alimentação custeadas pelos governos dos municípios onde vão atuar. Cada profissional custará 10 mil reais mensais ao governo brasileiro, que serão repassados ao governo cubano, que ficará com a maior parte.

No entanto, a transação financeira será intermediada pela Organização Panamericana de Saúde e não se sabe quanto cada médico receberá. Advogado especialista em Direito do Trabalho, Lívio Enescu, questionou a falta de transparência desses repasses.

E nesta sexta-feira (23) desembarcaram em Cumbica sete médicos argentinos dos 244 estrangeiros que chegam ao Brasil até domingo (25); dois deles são brasileiros e uma tem ligações familiares com o Brasil.

O Ministério Público do Trabalho anunciou que vai investigar se a vinda dos médicos cubanos ao país fere a legislação brasileira. Será instalado procedimento para investigar a situação, que pode se converter em processo judicial, caso sejam constatadas irregularidades.