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Dilma descobre que o dinheiro leva à corrupção

  • Por Thiago Navarro
  • 12/07/2017 12h46
EFE/Cadu GomesComo é que o Brasil pôde eleger e reeleger para a Presidência da República uma figura assim?

Em julho de 2015, Dilma Rousseff revelou o que era uma ponte:

“Uma ponte é um símbolo muito forte. Pensem comigo, uma ponte ela une, uma ponte fortalece, uma ponte junta energia, uma ponte permite que você supere obstáculos”, explicou.

Um mês depois, em agosto de 2015, Dilma explicou ao País o que era uma casa:

“Casa é primeiro sinônimo de segurança. Casa, depois, é sinônimo de uma outra coisa muito importante. Um lugar para a gente construir laços afetivos. É ali na casa que o pai e a mãe amam as crianças, dão instruções para as crianças, educam as crianças… e os jovens. É ali na casa também que começa… né? Os encontros, os namoros, os noivados, os casamentos”, disse.

Há dois meses, no que deveria ser uma aula magna na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff resolveu ensinar o que é corrupção. Começou dizendo que só existe corrupção porque existe dinheiro.

“O que é que leva à corrupção? Leva à corrupção várias coisas. Mas sem sombra de dúvidas uma dela é dinheiro. Sem sombra de dúvidas. O que as pessoas querem é dinheiro. E é esse processo que nós temos de discutir, como é que ele se dá, porque senão fica uma coisa um tanto o quanto subjetiva e fundamentalista. Querem dinheiro. Da onde vem o dinheiro? O dinheiro vem de quem ganha dinheiro”, declarou.

O falatório na universidade gaúcha se transformou em mais uma prova incontestável da inexistência de vida inteligente em cabeças habitadas por um neurônio só.

O mesmo falatório ressuscitou a pergunta ainda sem resposta: como é que o Brasil pôde eleger e reeleger para a Presidência da República uma figura assim?

Mais: como conseguiu sobreviver a cinco anos de Dilma Rousseff, precedidos por oito de Lula? O País, como ensinou Tom Jobim, nunca foi para amadores. Hoje o Brasil vive deixando perplexos os mais tarimbados profissionais.