Aqui vai um aterrador teste de matemática: o que representa o número 14.923? É o número de armas nucleares no mundo, de acordo com estimativas do Boletim de Cientistas Atômicos.

Os números dos russos e dos americanos são monstruosos, mas o que realmente gera uma inquietação urgente é o arsenal do monstrinho norte-coreano (ainda um dígito).

A crescente crise norte-coreana apenas confirmou que 2017 é um divisor de águas na ameaça de guerra nuclear.

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As relações entre as duas grandes potências nucleares, EUA e Rússia, estão num ponto baixo. Vladimir Putin é um habilidoso e imprevisível jogador no xadrez geopolítico e Donald Trump, no mínimo é imprevisível.

As provocações norte-coreanas e a escalada de tensões sobre como lidar com o desafio de um doido regime nuclear mostram como o cenário piorou desde janeiro quando o Boletim dos Cientistas Atômicos adiantou o seu Relógio do Juízo Final em 30 segundos. A virada em janeiro indicou que a humanidade estava a apenas dois minutos e trinta segundos da meia-noite apocalíptica.

Não se sabe com precisão o número de bombas já fabricadas pelos norte-coreanos (mas, sabemos que eles ainda não conseguem miniaturizá-la para um lançamento com míssil balílistico). Por estimativas, isto talvez leve mais dois anos. Inadmissível para a humanidade esperar que isto aconteça.

E a Coreia do Norte roubou a cena global no fim de semana. Em meio à expectativa em todas as partes, o regime aloprado celebrou no sábado o Dia do Sol, seu feriado solene para lembrar o data de nascimento de Kim Il Sung, fundador daquela miséria nuclear, hoje sob o comando do neto Kim Jong-un.

O espetáculo assombroso correu conforme se esperava, ao contrário do teste com míssil no day after. Foi um fracasso. O míssil balístico explodiu segundos depois do lançamento. O teste fracassado foi mais teste para o novo governo de Donald Trump, que lançou seus mísseis na Síria e a mãe de todas as bombas no Afeganistão.

Mas, eu confesso ter tanto medo dos mísseis como das cenas de soldados robotizados marchando a passo de ganso nos festejos de sábado. Não sei como será possível acabar com este regime sem algum tipo de hecatombe.