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Imprensa americana está insuportável e obsessiva com Donald Trump

  • Por Caio Blinder/Jovem Pan
  • 01/07/2017 09h57
Agência EFETrump, Trump, Trump. A Fox claro atua como porta-voz do presidente, enquanto a MSNBC é porta-voz do contra

Estamos aqui no feriadão do 4 de julho. Sigo na labuta, mas pelo menos já há alguns dias dei meu grito de independência do noticiário das televisões por assinatura. Não deixei de assistir ao noticiário, mas decidi baixar a dose da droga. Droga mesmo.

Os programas noturnos das redes CNN, Fox News e MSNBC estão simplesmente insuportáveis e obsessivos: Trump, Trump, Trump. A Fox claro atua como porta-voz do presidente, enquanto a MSNBC é porta-voz do contra.

A CNN tem bancadas imensas, as vezes com oito participantes para debater a mais recente barbaridade ou qualquer picuinha envolvendo Trump. Tem, é verdade, dificuldade para descolar advogado do presidente e quem se aventura leva chumbo.

Tem um sujeito chamado Jeffrey Lord, realmente um lorde em termos de educação, apesar do chumbo pesado que toma. Ele tira do baú as justificativas mais bizarras para defender o presidente. Existem momentos em que os demais participantes apenas expressam incredulidade. E faço a pergunta que para mim se tornou frequente: será que haverá fadiga de incredulidade com Trump?

Por ora, Trump é um maná dos céus para a mídia. É aquela simbiose. Trump diz que odeia a imprensa, especialmente a CNN, e acha que vomita fake news, exceto a Fox, mas não vive sem ela, não vai dormir ou acordar sem checar a televisão. E aí tuíta. Esta é sua droga, alta dependência, além é claro de canal de comunicação sem filtro com sua base.

Aliás, vi alguns dados interessantes sobre engajamento nas mídias sociais. É verdade que o ódio a Trump mobiliza muita gente, mas a maior explosão está sendo registrada nos sites e páginas conservadoras da Internet. É um dado muito importante para moldar a opinião pública, pois quase metade dos adultos americanos dizem que tomam conhecimento das notícias no Facebook.

São boas notícias para um presidente que faz o que pode para se safar dos filtros.