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Os Estados Unidos da América até que unidos

  • Por Caio Blinder/Jovem Pan
  • 04/07/2017 08h59
Wikimedia CommonsFeriado de 4 de julho: EUA são país para imigrantes

Quatro de julho, data da independência americana. Já foi um feriadão mais cívico com o fervor patriótico das paradas, os fogos de artifício e os Estados Unidos da América unidos para consumir cachorro-quente, 150 milhões da espécie engolidos no feriado.

No entanto, estão aí os sinais de desunião, com os americanos consumidos no amor fanático por Donald Trump ou no ódio visceral ao presidente. E mesmo neste 4 de julho, estão previstos protestos contra o governo e o Partido Republicano devido aos seus projetos para desmantelar o Obamacare, o plano de saúde do governo anterior.

E vamos deixar claro: o país não está polarizado, muito mais gente desaprova do que aprova o quadragésimo-quinto presidente. Em geral, aprovação na faixa dos 40% e desaprovação de 60%. Tal desilusão é sem precedentes para um presidente com menos de seis meses de mandato.

E obviamente, há clamores para que Trump sequer termine o mandato. Há informações de que o o presidente está apoplético com o papo nas redes sociais para que seja invocada a vigésima- quinta emenda da Constituição, ou seja, afastamento do cargo por algum tipo de incapacidade No caso, o homem seria mentalmente instável.

No entanto, vou tentar ser cívico em homenagem aos Estados Unidos da América e suavizar as divisões que assolam o país neste 4 de julho. Um site chamado Business Insider fez uma compilação de pesquisas, mostrando os valores que seguem unindo os americanos, mesmo em tempos de acirradas divergências.

Quase todos os americanos mantêm a crença em eleições livres e justas, um sistema de divisão de poderes, o direito a protestar e a liberdade para expressar opinões muito impopulares. Donald Trump empreende um assalto sem tréguas contra a imprensa, para a alegria de sua base fervorosa. No entanto, 2/3 dos americanos acreditam que seja vital o trabalho da imprensa para vigiar o poder. Fico preocupado, esperava uma crença mais significativa, praticamente unânime.

E também na faixa dos 2/3, apoio às propostas para os ricos pagarem mais impostos em função das crescentes desigualdades de renda no país. E felizmente, apesar do discurso nativista de Trump e sua promessa de construir o tal do muro na fronteira mexicana, a compilação da pesquisas revela que 2/3 dos americanos consideram os imigrantes um reforço para o país, enquanto 35% dizem que são um ônus.

Na condição de brasileiro vivendo nos EUA há tanto tempo, fico feliz por terminar a celebração do 4 de julho com esta lembrança de que esta é uma terra de imigrantes…ok, e também consumindo um cachorro-quente.