Esta semana, milhares de russos foram às ruas protestar contra a corrupção e contra o regime de Vladimir Putin. Foram os maiores protestos em dez anos e milhares de manifestantes foram presos, inclusive os inflados patos amarelos, símbolos desta mobilização inspirada pelo ativista e blogueiro Alexei Navalny, que também foi preso.

Navalny é infatigável para denunciar corrupção do regime no seu canal no YouTube e entre tanto que já expôs está o santuário para patos na mansão do primeiro-ministro Dmitry Medvedev, conhecido como o Robin do Batman Putin e não por serem super-heróis. Daí o simbolismo dos patos.

Sempre difícil flagrar o patrimônio de superPutin. Fala-se que o semiditador tem bilhões e bilhões de dólares. Sabe-se que a familia tem vilas em Biarritz, na costa sudoeste da França.

O genro do presidente tem uma fortuna de US$1.2 bilhão de dólares e seu pai é um banqueiro e amigão do presidente, um dos mais velhos. Nikolay Shamalov é um dos fundadores do Banco Rossiya, identificado pelo Departamento do Tesouro dos EUA como o "banco pessoal" de Putin e dos seus associados mais íntimos.

A boataria e as conexões de Putin contrastam com a realidade. Sim, ele controla a economia russa e os oligarcas bilionários, alguns deles amigos de infância. No entanto, na declaração de imposto de renda, o presidente admite possuir apenas um terreno, dois modestos apartamentos e três carros.

Não conhecemos a declaração de imposto de renda de Donald Trump, mas ele gosta de alardear seus supostos US$ 10 bilhões, que contraste em relação a Putin.

Mas, graças ao trabalho incansável de Navanly, a farsa de Putin e acólitos é desmascarada. Nada fácil provar. Em entrevista à revista Time, Navalny disse que o presidente "é o czar da corrupção. Ele possui tudo e nada".

Putin não é pato.