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Uma criança na Casa Branca

  • Por Caio Blinder/Jovem Pan Nova Iorque
  • 20/05/2017 09h02
EFE /MICHAEL REYNOLDSEFE /MICHAEL REYNOLDSDonald Trump - EFE
STX03. WASHINGTON (EE.UU), 18/05/2017.- El presidente de Estados Unidos, Donald J. Trump, hace un gesto ante la pregunta de un periodista durante una conferencia de prensa conjunta con el presidente de Colombia, Juan Manuel Santos (fuera de cuadro), tras una reunión en la Oficina Oval de la Casa Blanca, hoy, jueves 18 de mayo de 2017, en Washington, DC (EE.UU.). Trump recibió hoy en la Casa Blanca a su homólogo colombiano, Juan Manuel Santos, y dijo que hablaría con él sobre el tráfico de drogas, que calificó como "un problema muy grande". "Vamos a hablar (también) sobre Venezuela. Lo que está pasando en Venezuela es muy, muy triste", dijo Trump al comienzo de su reunión con Santos en el Despacho Oval. EFE /MICHAEL REYNOLDS

Como o Donald Trump, eu sou uma criança em crescimento, mas ao contrário do garotão birrento que mora numa casa branca na avenida Pensilvânia, em Washington, eu tenho curiosidade para ler, para aprender e tentar entender melhor como as coisas funcionam.

Foi na coluna do David Brooks, no New York Times, que eu aprendi esta semana o que é o efeito Dunning-Kruger. Trata-se do fenômeno em que uma pessoa incompetente é muito incompetente para entender sua própria incompetência. Bem, qualquer criança já entendeu que o Brooks está falando do Donald. O título do seu texto: “Quando uma Criança Está Liderando o Mundo”.

Ouça o comentário completo AQUI.

Trump já foi visto com diferentes perucas: um florescente autoritário, um corrupto Nixon, um agitador populista ou um defensor dos grandes interesses empresariais. No entanto, para David Brooks não é nada disso. Trump é um “infantilista”.

Ele ainda não chegou àquela fase da vida, quando coisas básicas estão assentadas. Exemplos: ficar sentado sem se mexer, habilidade para se concentrar, absorver fatos essenciais e adquirir um melhor senso de si mesmo, sem a necessidade perpétua e desesperada de aprovação, para não dizer adulação.

Criança contadora de lorota, Trump não tenta apenas enganar os outros. Ele precisa fabricar sua própria bolha de conforto. As falsidades servem para tranquilizá-lo. Ele fica surpreso quando a realidade não corresponde às suas fantasias.

Aí chegamos ao ponto em que David Brooks qualifica Trump de recordista do efeito Dunning-Kruger. Lembram-se? Tão incompetente, nque não é ciente da própria incompetência.

Trump abriu sua boca grande para os russos na Casa Branca, passando informações secretas não por ser um agente de Moscou ou por ser malevolente, mas por ser um garoto de sete anos desesperado pela aprovação daqueles que ele admira.

Na sexta-feira, soube-se também que confidenciou aos russos na Casa Branca que tudo ficaria mais leve com a demissão de James Comey, diretor do FBI, aquele encarregado de investigar a interferência de Moscou na eleição americana do ano passado e possível conluio com a campanha de Trump.

Alguns caridosos dizem que existe uma curva de aprendizagem e que Trump vai crescer no cargo. Negativo. O presidente não é chegado em leituras, mas quem sabe tenha lido Peter Pan.