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Lula, a pipoca é para todos

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2017 13h34
DENIS FERREIRA NETTO/ESTADÃO CONTEÚDOJuiz Marcelo Bretas oferece pipoca ao juiz Sergio Moro durante estreia do filme Polícia Federal - a lei é para todos

Felipe Moura Brasil comenta três notícias ligadas a Lula.

“Desde que o mundo foi descoberto, quem governa é o homem. E no Brasil nós só tivemos uma experiência em 500 anos: foi a Dilma. Então eu não tenho a solução”, disse Lula em evento, lembrando políticas públicas a favor da mulher.

Tem que dizer que a falecida esposa é a responsável por todas as decisões relativas a imóveis apontados pelos investigadores como propinas.

“Mesmo que o marido seja um marido como o Lula, participativo, que faça tudo, que lava louça”, diz Lula. Ah, Lula, mas não é isso que você conta em frente ao juiz Sergio Moro não, né?

Segunda notícia: no documento que protocolou no comitê de direitos humanos na ONU contra o modo de atuação da Justiça nos casos que o envolvem, a defesa de Lula anexou fotos da aparição de Moro no lançamento do filme “Polícia Federal, a Lei é para Todos” em agosto, segundo o Painel da Folha:

A queixa conta com imagens de Moro entrando no cinema por um tapete vermelho e comendo pipoca. A alegação é a de que um juiz que conduz um processo sem decisão final não poderia ter comparecido à estreia de um filme que, dizem os advogados, “viola a presunção de inocência” do réu.

O filme, baseado nas investigações da Lava Jato, obviamente não violam a presunção de inocência de ninguém. Aparentemente, Lula quer violar o direito de Moro de ir e vir ao cinema comer pipoca. Mas a pipoca é para todos, Lula.

Enquanto isso, na cadeia, Eduardo Cunha oscila de humor, mas Antonio Palocci mantém sempre o mesmo temperamento, segundo coluna do Estadão. O comportamento do petista é comparado ao de um cirurgião que não treme a mão na cirurgia. Ao contrário de Lula, que ficou tamborilando os dedos e passando a mão no bigode, Palocci de fato não tremeu no depoimento em que entregou a Moro o comandante máxima.

A verdade, mesmo que incompleta, é mais relaxante libertadora que o silêncio e a mentira.