Sociedade precisa continuar vigilante e atuante

  • Por Jovem Pan
  • 12/01/2018 11h26

Bruno Lima/Jovem Pan

Tudo isso é decorrente da vigilância da sociedade, que precisa continuar e aumentar neste ano eleitoral de 2018

Como hoje é sexta-feira e ainda estamos no começo de um ano decisivo para o Brasil, vou fazer um destaque diferente aqui, mais geral e positivo do que o costume, e contra a desesperança paralisante que muitas vezes assola o cidadão comum diante das batalhas perdidas, ou parcialmente perdidas.

A nossa capacidade de mudar situações ruins que não dependem exclusivamente das nossas ações é sempre, obviamente, limitada.

Mas não é por isso que vamos deixar de fazer a nossa parte e vamos terceirizar as nossas responsabilidades e o nosso dever individual de participar ativamente das questões de interesse do país.

O Brasil avançou – não tanto quanto gostaríamos ainda, mas avançou, ao menos economicamente – quando os cidadãos comuns, por esgotamento de paciência e, claro, de dinheiro, saíram às ruas para pedir o impeachment de Dilma Rousseff.

As manifestações foram fundamentais para pressionar os parlamentares a aprovarem o afastamento da petista, que jamais teria acontecido se não houvesse de parte deles uma preocupação com a própria popularidade.

Se a reforma da Previdência tivesse hoje uma aprovação popular tão alta quanto o impeachment de Dilma tinha em 2016, os parlamentares – sobretudo aqueles investigados que dependem da reeleição para garantir o foro privilegiado – provavelmente já a teriam aprovado.

A própria defesa da Lava Jato, inerente àquelas manifestações de 2015 e 2016, ecoa até hoje, e serviu para que qualquer movimento de governos, autoridades e, sobretudo, ministros do STF contra a operação disparassem um alerta e, com frequência, a revolta da população, pelo menos nas redes sociais.

Até três anos atrás, era inimaginável que estivéssemos hoje num cenário em que Lula está prestes a ser condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e seu discípulo do meu Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, estivesse condenado quatro vezes em primeira instância a 87 anos de prisão. O acúmulo de processos contra o ex-governador, para se ter uma ideia, pode fazer com que cumpra, em regime fechado, 30 anos de prisão — teto estabelecido pelo Código Penal brasileiro.

Em razão também das críticas e da desconfiança da população em relação ao processo eleitoral, hoje a gente vê a equipe do jurista Modesto Carvalhosa questionando e confrontando o TSE sobre as urnas eletrônicas, os gastos com elas e as desculpas dadas por Gilmar Mendes para não implementar integralmente nas eleições de 2018 o voto impresso aprovado na reforma política.

Em uma ação civil movida pela União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf), o juiz Eduardo Rocha Cubas acusa o TSE de superfaturar o valor das urnas e direcionar a licitação.

Ele pede a retirada de itens do edital que estariam restringindo a concorrência e que o TSE seja obrigado a adquirir impressoras para todas as 550 mil urnas eletrônicas existentes no país.

Tudo isso é decorrente da vigilância da sociedade, que precisa continuar e aumentar neste ano eleitoral de 2018.

Então vamos ficar atentos e atuantes, porque temos neste ano a rara oportunidade de pular um carnaval com o comandante máximo Lula condenado pelo TRF-4, uma vitória ou um desempenho melhor na Copa do Mundo com um treinador e uma seleção superiores aos das últimas Copas, e quem sabe um presidente eleito, ou uma presidente eleita, que não seja corrupto nem tenha entre seus maiores aliados os velhos corruptos de sempre.

Partiu pra cima, Brasil.

Confira o comentário completo de Felipe Moura Brasil: