A crise com o ministro Geddel Vieira Lima vai contaminar a agenda da semana do Palácio do Planalto, avalia o analista político Jovem Pan, em Brasília, Fernando Rodrigues.

Nesta segunda, o presidente Michel Temer recebeu integrantes do Conselhão, que dão palpites sobre a política econômica. A medida nunca deu muito resultado, avalia.

Nesta semana, Temer terá também agenda de reuniões muito importantes. Ele vai receber na terça governadores de Estado com chapéu na mão, pedindo dinheiro da União. O encontro vai acontecer no ministério da Fazenda.

Esse é um sinal forte de que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está prestigiado, está no comando. 

No Congresso, temas impoortantes: deve ser concluída proposta de reforma política que cria cláusula que limita o número de partidos. A medida deve passar pelo Senado, mas a chance de prosperar na Câmara é muito pequena.

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Na Câmara, a securitização das dívidas ativas da União e de outros entes deve ser analisada e deve ser votado projeto de Ônix das medidas anticorrupção, que gerará muita polêmica devido à parte que anistia os que praticaram caixa dois e estariam envolvidos na Lava Jato.

Na Lava Jato, Moro ouve testemunhas de acusação contra Lula.

Na economia, o ministério da Fazenda anuncia quanto espera que a economia cresça ano que vem. Meirelles já disse que será menos que 1,6%, a previsão inicial. Vai ser uma taxa bem pequena

Conselhão

A reunião de diversos agentes econômicos e de outras áreas em Brasília não tem o efeito para o qual supostamente deveria servir. Esta é a primeira reunião desde janeiro. Eles vão sair com o mesmo discurso da importância das reformas econômicas e da educação, por exemplo, diz Fernando Rodrigues.

Até o ex-jogador Raí está entre os 96 integrantes do Conselhão.

O Conselhão funciona na medida em que os empresários ficam constrangidos de falar mal do governo logo de imediato, avalia Rodrigues. A reunião tem o efeito de tentar conseguir um período de carência de pessoas importantes da sociedade, melhorar o discurso

Isso acontece, tem um efeito transverso, mas é de fato só espuma. Se o congresso não fizer o que precisa ser feito, é apenas espuma.

Geddel

Até a noite deste doming era muito improvável demissão de Geddel Vieira Lima após episódio em que ele pressiona outro colega de esplanada para tentar liberar construção de prédio no qual tinha apartamento. É lamentável.

Marcelo disse que Geddel o pressionou de maneira muito ostensiva pelo prédio embargado. Geddel admitiu que falou, mas afirma que não pressionou Marcelo Calero.

Geddel é dono de um apartamento e confirma que ligou para o colega de pasta.

O governo tem que ser republicano, cobra Rodrigues.

Osso não pode acontecer em um sistema republicano, tanto para um ministro quanto para um cidadão comum.

Geddel Vieira Lima acredita que tudo bem. Por enquanto, Temer também.

O governo jogou casca de banana de calçada e pisou em cima.