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Ataque a base militar na Venezuela não pode ser menosprezado

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2017 13h11
EFE/STRCidadãos venezuelanos manifestam apoio a grupo de militares que se rebelou contra o governo de Nicolás Maduro, em Valencia, na Venezuela

O ataque à base militar da 41ª brigada blindada da Venezuela não pode ser deixada de lado levianamente, como pretende o governo.

Militares se rebelaram contra Nicolás Maduro e divulgaram vídeo nas redes sociais, mas foram contidos por tropas leais ao governo.

Maduro classifica a incursão como “terrorista” e seu ministro fala em “show de propaganda”.

Recentemente, um avião já avia lançado bombas sobre a suprema corte venezuelana.

O objetivo das forças armadas é o da defesa da pátria, da liberdade, da lei, da ordem. São homens que têm a consciência do que é um País e a lei.

Como é possível que não exista dentro do Exército venezuelano que Maduro trocou todos os ministros do Supremo, destituiu a procuradora e faz uma farsa de convocar uma Constituinte e construir um novo legislativo?

Roberto Godoy analisou o cenário em O Estado de S. Paulo. Ele escreveu:

Os rebeldes do Forte Paramacay não são um pequeno grupo de aventureiros e não devem ser subestimados. A 41.ª Brigada Blindada é uma unidade operacional completa, com área de atuação no norte do país, em Valencia, capital de Carabobo. A brigada recebeu, desde o governo de Hugo Chávez, ele próprio um tenente-coronel, fartos recursos e equipamentos modernos – blindados, mísseis e canhões russos. Na doutrina criada por Chávez, a 41.ª deveria estar pronta para resistir a um desembarque anfíbio inimigo.

O movimento liderado pelo capitão Juan Caguaripano pretendia chegar até o Parque de Armas. Na ofensiva, chegou a tomar o controle de uma tropa de elite, o batalhão blindado, o “José Bermudez”, e da “Max”, uma companhia de comunicações, agregada ao esquadrão do comando-geral.

É evidente que começa a existir uma divisão dentro do exército venezuelano. E o mundo ocidental espera que isso se resolva rapidamente. Não é possível que não exista essa divisão em um país que sofre inclusive com a fome e a falta de alimentos.