Interrogatório é um ato normal e fazem disso uma tempestade em copo d’água

  • Por Jovem Pan
  • 08/05/2017 10h26
Lula em ato no Rio de JaneiroEFE/ANTONIO LACERDAImagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - EFE

Nesta quarta-feira (10), o esperado depoimento do ex-presidente Lula ao juiz federal Sérgio Moro ocorre em Curitiba. O comentarista Joseval Peixoto, no entanto, diminui as expectativas daqueles que creem que isso será transformado em um grande evento: “interrogatório é um ato normal em processo e fazem uma tempestade em copo d’água”.

“Interrogatório, antigamente, era o primeiro ato do processo. Hoje é o último. O processo será constituído de duas partes. Primeiro, o juiz fala que ele pode manter silêncio, caso não queira responder. Esse silêncio, diz hoje a lei, não importa em confissão”, explica Joseval.

A fase subsequente é a do interrogatório em si. Aqui será questionado a Lula, primeiramente, se a acusação que lhe é feita é verdadeira. “Aqui, Lula pode fazer seu discurso que usa em palanque”, diz o comentarista.

Será perguntado sobre provas já apuradas, se ele conhece todas as testemunhas, se conhece o instrumento e como foi praticada a infração e todos os demais fatos que possam conduzir à elucidação dos antecedentes e, em último caso, verificar se o petista tem algo mais a alegar em sua defesa.

“Isto é o interrogatório”, finaliza Joseval.

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