A mãe que deu pedra em vez de pão

  • Por Jovem Pan
  • 02/05/2017 10h15
SAO PAULO METROPOLE CASO MIRELLE Mirelle, de 10 anos, foi torturada pela mãe e o padrasto durante 4 anos. Eles foram presos no passado. A menina era espancada porque "não limpava a cada direito". Por várias vezes, o padrasto segurou a menina enquanto a mãe apertava um alicate em várias parte do corpo dela, inclusive, órgão genitais. Mãe e padrasto foram condenados pela Justiça na semana passada. FOTO ONG Ciranda para o amanhaIsabella Britto/ONG Ciranda para o AmanhãM.J.

Matéria de hoje do Estado de S. Paulo mostra a crueldade de mãe que maltratava a filha dos 6 aos 9 anos, condenada a 48 anos de prisão. O padrasto pegou 33 anos porque também participava dos crimes de redução análoga à escravidão, lesão corporal gravíssima e tortura.

Entre outras atrocidades, a mulher cortava o corpo da menina, inclusive o órgão genital.

A menina respondeu as perguntas da juíza com riqueza de detalhes.

O motivo era sempre a desaprovação em relação ao trabalho doméstico, a que era obrigada. A menina tinha que limpar a casa, preparar a comida, limpar os irmãos menores e apanhava “todos os dias” quando o casal não ficava satisfeito.

A menina tinha os pés amarrados, unhas arrancadas e uso de alicates na barriga e na vagina (por não ter conseguido estender a capa no sofá).

Eis a extensão da crueldade.

Nós sabemos o que é ser pai e mãe.

Coelho Neto escreveu em poema que “Ser mãe é padecer num paraíso”.

Mas a retórica de Cristo tem 2 mil anos. Está no evangelho de Mateus:

“Ou qual dentre vós é o homem que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se lhe pedir peixe, lhe entregará uma cobra? Assim, se vós, sendo maus, sabeis dar bons presentes aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará o que é bom aos que lhe pedirem!”