Na Venezuela, um fato inédito: o poder Judiciário assume o poder Legislativo. Antigamente era o Exército que fazia isso.

A situação é esdrúxula em um país onde o povo sofre de mais.

O secretário da OEA (Organização dos Estados Americanos) convocou reunião urgente para aplicar a Carta Democrática Interamericana e talvez excluir a Venezuela.

Vários países demonstraram preocupação, inclusive o Brasil.

Mais de 50 sentenças tiraram a conta-gotas o poder do Parlamento, até que o tribunal supremo da Venezuela extinguiu o poder do Congresso e assumiu suas funções.

Isso vem do ano passado, quando a Justiça venezuelano considerou que o legislativo, de oposição a Maduro, desrespeitou a Constituição ao juramentar três deputados do estado do Amazonas que haviam sido afastados por ordem judicial.

Esses três legisladores eram importantes porque, com eles, a oposição tem a maioria qualificada (112 de 167 cadeiras), mais de dois terços, o que permitiria ao Parlamento aprovar emendas à Constituição, mudar leis orgânicas, remover a cúpula do tribunal superior e, inclusive, convocar o plebiscito convocatório, que poderia tirar Nicolás Maduro do poder.

Esse supremo tribunal venezuelano é um capacho do poder Executivo. Na verdade é um poder só. Claramente há ali um golpe de Estado.

Estamos em pleno século XXI e a imbecilidade, a estupidez, a ignorância e a ânsia de poder dos líderes continua assustando a sociedade universal.