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Estrutura da República brasileira convive e dá poder para criminosos como Joesley

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2017 12h01
EFE/João Quesada/CAMPO GRANDEJoesley falava com qualquer pessoa do governo no momento em que ele desejasse, disse Villa

São diversas situações que ficaram abertas no meio político nos últimos dias. A última delas foi o pedido de prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Além disso, o bunker com mais de R$ 50 milhões de Geddel Vieira Lima e o depoimento de Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro.

O comentarista da Jovem Pan Marco Antonio Villa afirma que a próxima semana promete ser bastante intensa no que diz respeito aos casos “políticos-policiais”. De acordo com ele, a situação do empresário ficou muito difícil após os áudios das conversas serem divulgados, mas, além do que já é sabido que é o fato de ser um criminoso, Villa chama a atenção para a estrutura da República brasileira, que convive e dá poder para criminosos como Joesley.

“Saber que uma pessoa como essa, desse nível intelectual, ético, moral, tenha chegado tão longe no campo econômico, graças às benécies dadas pelo Estado brasileiro, e no campo político ter alcançado relações tão privilegiadas com todas as esferas de poder da República. E a qualquer momento ele falava com quem ele bem desejasse”, disse o professor.

O caso de Geddel Vieira Lima, que voltou para o Complexo da Papuda, em Brasília, após a Polícia Federal localizar um bunker vinculado a ele, Villa considerou um “assombro”.

“Todo mundo sabia que o Geddel é corrupto e não é de hoje, (…) a corrupção dele é muito antiga. Porém, ninguém imaginava em sã consciência, que em um apartamento, e nem a própria polícia, vale destacar, teria R$ 51 milhões”, afirmou.

Confira no áudio a participação completa do professor Marco Antonio Villa no Jornal da Manhã deste sábado (9).