Lula preso será simbolismo que pode mudar a história do Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 16/12/2017 11h49
EFE/Ricardo NogueiraEFE/Ricardo NogueiraPara Villa, frases de opositores que dizem preferir vencer Lula nas urnas é "hipocrisia pura" e medo

O comentarista Marco Antonio Villa falou ao Jornal da Manhã sobre os principais assuntos deste sábado (16).

A respeito da informação de que o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcado para 24 de janeiro do ano que vem, e da articulação de seu grupo político para tentar viabilizá-lo candidato, mesmo se confirmada a condenação, Villa disse:

“Tenho dito há semanas que Lula não será candidato em 2018, assim como muitos pré-candidatos hoje”. O comentarista afirma que “não é verdade” a ideia construída de que o petista ainda tem apoio popular, vide o “fracasso” das caravanas de Lula pelo Brasil.

“Tendo no dia 24 de janeiro a confirmação da condenação de Lula, ele não terá condições nenhuma de ser candidato”, afirma. “Tudo deve se resolver de forma célere e os dados do TRF4 mostram que não há nenhuma perseguição a mais ao condenado” disse.

Villa afirma que “mais importante que a questão da candidatura é Lula ir para a cadeia”. Para o historiador, “isso tem um simbolismo fantástico que pode mudar a história do Brasil”.

O comentarista diz que Lula “vai abrir a porteira” sendo “o primeiro alvo da elite política importante mesmo a ir para a cadeia”.

Para Villa, frases de opositores que dizem preferir vencer Lula nas urnas é “hipocrisia pura”. “Eles temem serem presos também caso tenham cometido ilícitos”, diz.

O comentarista comentou também reportagem de capa da revista Veja que mostra que o advogado da JBS Francisco de Assis e Silva tratou do patrocínio da empresa ao Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Foram 7,5 milhões de reais entre 2008 e 2016.

Villa diz que Mendes “precisa se explicar” e “não pode vencer na base do grito” pois “não está no Mato Grosso”, como bem disse o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa em discussão no plenário.

“Ele não pode achar que pode fazer tudo. Tem que fazer o que está na lei e na Constituição”, disse Villa

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