Surge ameaça ao PSDB em SP; quem se aliar ao PT está derrotado

  • Por Jovem Pan
  • 02/12/2017 12h39

Guilherme Lara Campo/ Divulgação/ Governo do Estado

Vice-governador do PSB quer aproveitar espaço que terá quando Alckmin deixar o Palácio para se promover

O comentarista Marco Antonio Villa participou do Jornal da Manhã deste sábado e comentou os assuntos mais quentes da política.

Sobre a articulação pela reforma da Previdência, Villa diz que dificilmente haverá quórum para votá-la ainda em 2017 e que “duvida” que consigam votar no ano que vem, por 2018 ser um ano eleitoral.

“Seria melhor que quem fizesse o trabalho sujo fosse o governo Temer”, diz Villa. “Mas dificilmente isso ocorrerá”, avalia o comentarista, dizendo que o governo de Michel Temer acabou quando foi divulgada sua conversa “nada republicana” com Joesley Batista no porão do Jaburu.

“A gestão econômica foi terceirizada e no campo das reformas o governo foi claudicando, claudicando”, afirmou. “Na semana do dia 12 não tem ninguém mais no Congresso e a pauta só retoma após o Carnaval”.

Sobre o aval de Lula a Luiz Marinho em São Paulo, Villa diz que Marinho é mais da confiança de Lula que o ex-prefeito Fernando Haddad. “Marinho foi um péssimo prefeito de São Bernardo do Campo, deixou uma dívida fabulosa”, diz.

“São Paulo é um cenário complicado para o PT no ano que vem”, diz Villa.

“Márcio França (PSB), vice-governador, vai se lançar candidato à reeleição. Ele disse que demite se algum secretário apoiar o tucano que o PSDB deve lançar candidato”, informa. Desconhecido, França aposta em sua visibilidade após Alckmin deixar o governo para tentar a Presidência.

Villa considera um “exagero” a análise de jornais de que França se aliaria ao “Jaiminho” (Haddad). “Quem se aliar ao PT em São Paulo está derrotado. O PT acabou no Estado de São Paulo”.

Sobre a “dinastia do PSDB” no governo do estado, Villa vê Márcio França como um “complicador”, mas entende que “o cenário é que o PSDB se mantenha no Palácio dos Bandeirantes”.

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