Procuradores de 11 países nos quais a empreiteira Odebrecht operou decidiram nesta quinta-feira (16) estabelecer uma cooperação conjunta para o combate à corrupção no caso que envolve a empresa.

Organizado pela Procuradoria-Geral da República, participaram os procuradores de Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Portugal, Peru, República Dominicana e Venezuela. A Odebrecht é investigada nestes países por práticas corruptas.

Serão criadas “equipes conjuntas de investigação, bilaterais ou multilaterais”, de modo a coordenar os trabalhos no Brasil e nos demais países.

“A Lava Jato não conhece mais fronteiras e já causa efeitos políticos em vários países”, destaca Vera Magalhães.

A comentarista ressalta, no entanto, que o acordo de cooperação enfrenta um empecilho: uma cláusula de confidencialidade impede que, até junho, sejam divulgados eventuais esquemas de corrupção cometidos pela empresa fora do País.

“Até junho tem confidencialidade de esquemas fora do Brasil. O empecilho será evitar que vaze o que foi cometido fora do Brasil assim que as delações forem divulgadas”, pondera.

Sobre a divulgação das delações, o grupo de trabalho do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma apenas que “nas próximas semanas” elas poderão ocorrer.

Confira o comentário completo de Vera Magalhães: