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Doria rasga a fantasia e está em campanha aberta à Presidência

  • Por Jovem Pan
  • 11/08/2017 08h39
Renato S. Cerqueira/Estadão ConteúdoRenato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo"Doria está pondo o pé na porta dizendo que se tiver prévias, ele tem outras alternativas", diz Vera Magalhães

A disputa interna no PSDB para decidir o nome do candidato que irá disputar a Presidência em 2018 chegou a partidos aliados e DEM e PMDB, que integram o núcleo duro do Governo Temer, se aproximaram do prefeito de São Paulo, João Doria, e deram sinais de que poderiam lança-lo como candidato.

Pelo PMDB, a abordagem foi feita pelo próprio presidente Michel Temer, já o DEM também disse que tem portas abertas para o tucano. Segundo a comentarista Vera Magalhães, o jogo não poderia ser mais explícito: “me admira a falta de cerimônia com que o prefeito está se lançando”.

Lembrando que tudo começou durante um evento em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando Doria sinalizou que poderia ser um candidato ao Planalto. Mais tarde ele recuou e viu que era cedo demais para comprar uma briga com seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin.

Enquanto isso, Alckmin já defendeu prévias no partido, pois sabe que caso isso ocorra, Doria não entraria na disputa contra ele. O governador falou em prévias e o prefeito saiu do recolhimento colocando o pé na porta e mostrando que existem outras possibilidades.

“Tem método nisso. Doria está pondo o pé na porta dizendo que se tiver prévias, ele tem outras alternativas. DEM não está tão de portas abertas e é um partido muito próximo a Alckmin. O DEM próximo a Doria é o do ACM Neto. Há uma zona cinzenta na qual os dois estão se movimentando e que vai definir os próximos passos. O prefeito rasgou a fantasia e está em campanha aberta para a presidência”, argumenta Vera.

Para evitar uma dissidência do partido sem explicações, Doria poderia dizer que PSDB deveria ter se renovado, que não se posicionou sobre a saída do Governo Temer, que não afastou Aécio Neves do partido, que a estrutura política brasileira ruiu. São discursos mais fáceis de justificar para o eleitorado e seus pares. Ele não quer fazer isso, porque eventualmente poderia enfrentar Alckmin nas eleições. Ele quer evitar a ‘carteirada’ das prévias, o fato consumado de que Alckmin seria o candidato”, diz a comentarista.

No entanto, segundo Vera Magalhães, “é cedo para falar em rompimento, mesmo porque para brigar com Alckmin tem que bater, xingar, porque ele não é um sujeito de briga”.

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