Fernando Segóvia assume mal e dá pano para mangas das desconfianças

  • Por Jovem Pan
  • 21/11/2017 08h06

Myke Sena/Estadão Conteúdo

É preciso um distanciamento institucional que o cargo exige e que ele, pelo jeito, ainda não entendeu

O novo diretor-geral da Polícia Federal começou mal tanto com a plateia que teve na transmissão de cargo nesta segunda-feira (20) quanto com a entrevista desastrada dada logo em seguida.

O presidente Michel Temer nunca deveria ter ido a algo que deveria ser apenas uma burocracia administrativa. Nunca nenhum presidente tinha comparecido. Nem Lula foi tão fanfarrão a ponto de comparecer em solenidade de transmissão de cargo na PF.

O presidente ainda é investigado, a investigação só está suspensa, então ele não deveria ter ido. O erro começa aí.

Depois na entrevista que ele concedeu, também prematuramente, para falar de cátedra sobre investigações as quais não participou e cunhou frase de que uma mala de dinheiro sozinha não faz verão. Mas aquela mala de Rodrigo Rocha Loures, recebida como foi, colocada num táxi, com R$ 500 mil, se isso não prova nada, não sei o que mais prova.

A PF estava na investigação, ela não era conduzida única e exclusivamente pelo MPF. Acho que ele assume mal e dá pano para manga de todas as desconfianças às quais ele é submetido.

É preciso um distanciamento institucional que o cargo exige e que ele, pelo jeito, ainda não entendeu.

Resposta de Rodrigo Janot

Nada leva a crer que haverá pacificação. Rodrigo Janot, depois que deixou a PGR, virou comentarista oficial do MPF, o que dá a entender que ele ainda avalia a possibilidade de se candidatar a algo.

Ele partiu para quase que uma briga individual com Segóvia. Mas também não se pode esquecer que o MPF cometeu alguns erros no caso da delação da JBS.

O ideal seria que cada órgão ficasse focado em seus trabalhos.

Confira o comentário completo de Vera Magalhães: