Foi surpreendente a decisão de deixar para esta terça (14) uma palavra final de Celso de Mello sobre a situação de Moreira Franco.

Ele alegou que precisava analisar com mais calma as mais de 50 páginas enviadas pela Advocacia-Geral da União para justificar a nomeação do peemedebista citado em delação de executivo da Odebrecht.

Celso de Mello também parece ter esperado sedimentar um pouco o anúncio do presidente Michel Temer de uma regra geral segundo a qual serão afastados temporariamente ministros denunciados e afastados definitivamente os que se tornarem réus. O presidente criou o que ficou conhecido nos corredores do STF como “regra Janot” de permanência de ministros. Depende do procurador-geral Rodrigo Janot denunciar alguém para ele continuar ou não na esplanada.

De qualquer maneira, Temer precisava dar uma resposta. Ele estava sendo muito cobrado por supostas tentativas do governo e do Congresso de cercear ou tolher a Lava Jato. O governo federal espera, sim, que “regra geral” de Temer tenha efeito sobre a decisão de Celso de Mello.

Além do critério anunciado pelo presidente, não haveria materialidade nem de investigações contra Moreira Franco para suspender sua nomeação.