Ministros do STF minimizam tuítes de general; Planalto permanece em silêncio

  • Por Jovem Pan
  • 04/04/2018 08h09
Fátima Meira/Estadão ConteúdoSobre a sessão desta quarta que julgará o habeas corpus de Lula, e que pode livrá-lo da cadeia, a aposta é a de que não termina hoje e se arraste para uma sessão nesta quinta (05)

Os tuítes do General Villas Boas foram recebidos sem grande preocupação por alguns ministros do Supremo Tribunal Federal. Dois deles minimizaram a manifestação do militar e disseram que seria estranho se este dissesse que apoiava a impunidade. “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”, escreveu o general.

Na mesma linha se manifestou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que disse que o general é cioso de suas funções, e que teria apenas tratado dos limites constitucionais do Exército. Mas, nas redes sociais, a mensagem repercutiu em sentido contrário. Generais da Reserva e da ativa reagiram positivamente à indicação de Villas Boas.

A tendência é que o STF não reaja diretamente a isso ou até mesmo às manifestações nas ruas observadas na noite desta terça-feira (03).

Enquanto isso, o Palácio do Planalto e ministros – excetuando Jungmann, Etchegoyen e general Silva e Luna – permaneceram em silêncio sobre o assunto. Na Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, fez uma declaração admoestando o general por suas declarações.

Ao longo desta quarta-feira (04) vão se avolumar as opiniões sobre a fala do general. Mas é preciso destacar: quando ele fala em combate à impunidade, ele mira não apenas Lula, mas por exemplo, ministros denunciados no Governo Temer.

Sobre a sessão desta quarta que julgará o habeas corpus de Lula, e que pode livrá-lo da cadeia, a aposta é a de que não termina hoje e se arraste para uma sessão nesta quinta (05). Isso pode ocorrer não por pedido de vista, mas por conta de votos demasiadamente longos e questões de ordem que podem atrasar ainda mais a análise do HC.

Confira o comentário completo de Vera Magalhães: