SP se mostra cruel com as pretensões políticas de seus governantes

  • Por Jovem Pan
  • 05/12/2017 09h00

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Doria passou a ser visto como alguém que, eleito, rendia muita expectativa, mas que não correspondeu a elas com o decorrer de seu mandato

A reprovação do prefeito João Doria triplicou de acordo com o Datafolha. A sua pré-campanha frustrada à Presidência aparenta ser o principal fator de desgaste do prefeito. 13% parece ser o número cabalístico do prefeito, neste último período entre os 26% e 39% de rejeição que ocorreram suas viagens pelo País para tentar ser pré-candidato à Presidência da República.

Doria passou a ser visto como alguém que, eleito, rendia muita expectativa, mas que não correspondeu a elas com o decorrer de seu mandato.

Pesaram pelo aumento da rejeição a questão orçamentária, e SP confirma fama de afundar carreiras políticas. A cidade tende a ser implacável com político e suas pretensões. O prefeito ganhou em regiões pobres da cidade, mas agora é mal avaliado. A desigualdade da cidade se mostra bem pesada no índice de rejeição a Doria.

A questão de zeladoria e serviços públicos são as que estão deixando de ser resolvidas. O próprio prefeito admite que houve problema na zeladoria, a qual ele dedicou os holofotes durante sua campanha, e até mesmo trocou de secretário.

Mas Doria tem outros desafios como vaga de creches. O prefeito tem cobranças diárias, porque a cidade não para. Tem uma pequena injustiça na forma como a Folha de S. Paulo relata sua pesquisa quando se compara a rejeição de Doria a de Fernando Haddad, não lembram da taxa de aprovação no mesmo período.

São Paulo se mostra cruel com as pretensões políticas de seus governantes – ainda mais para Doria, que tinha empolgação quanto a ser candidato à Presidência da República.

Confira o comentário completo de Vera Magalhães: