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As UPPs acabaram – se é que um dia existiram

  • Por Carlos Andreazza/Jovem Pan
  • 19/06/2017 12h09 - Atualizado em 29/06/2017 00h45
Fernando Frazão/ Agência BrasilFernando Frazão/ Agência BrasilPolícia Militar do Rio de Janeiro - Fernando Frazão/ Agência Brasil
Rio de Janeiro - Tropas da Polícia Militar circulam na Cidade de Deus nesta segunda-feira, após operação no final de semana que teve queda de helicóptero e pelo menos 11 mortes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A farsa conhecida como UPP teve na manhã de ontem, domingo, sua maior expressão: um tiroteio entre policiais e traficantes no Morro Santa Marta, em Botafogo, o primeiro a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora, a monumental mentira marqueteira cuja sombra ajudou Sergio Cabral a pilhar – de maneira sem precedentes – o Rio de Janeiro.

Sim, é verdade: bandidos nunca deixaram de estar e agir livremente nas favelas ditas pacificadas. Mas, ainda assim, é simbólico. O Santa Marta era um marco para os enganados. E esse marco já era. As UPPs acabaram, se é que um dia existiram. O estado não tem governo. Nada funciona. A paralisia é geral. A não ser na Assembleia Legislativa. Ah, esta não para… Mas não porque trabalhe para superar a crise. Não. Última propriedade política do esquema de Cabral, a ALERJ funciona que é uma beleza. Ou haverá outra maneira de explicar que ainda não haja um processo de impeachment avançado contra o governador Luiz Fernando Pezão?