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Em depoimento vazado, Emílio Odebrecht afirma que caixa dois era “modelo reinante”

  • Por Jovem Pan
  • 13/03/2017 19h35
Estadão ConteúdoEstadão ConteúdoEmilio Odebrecht - AE
Brasil, São Paulo, SP. 16/03/2010. Emilio Odebrecht, então presidente do conselho de administração do grupo Odebrecht é visto em São Paulo. - Crédito:PAULO GIANDALIA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:59313

No 3 em 1 desta segunda-feira, 13, o principal debate girou em torno do depoimento ao juiz Sérgio Moro do patriarca do grupo Odebrecht, Emílio Odebrecht. A gravação da conversa acabou vazando horas depois, devido a um erro da Justiça Federal. O engenheiro falou como testemunha de defesa do filho dele, Marcelo Odebrecht, em processo contra o ex-ministro Antonio Palocci, acusado de favorecer os interesses da empreiteira. 

No depoimento, Emílio Odebrecht contou que o caixa dois existe desde a época do pai dele, e que a empresa doava para todos os partidos. Segundo o empreiteiro, “as coisas eram muito mais simples. Não tinha a complexidade que a organização passou a ter, trabalhando em mais de 20 países”. Ele negou ter tratado sobre pagamentos ilícitos com Antonio Palocci.

Emílio Odebrecht fechou acordo de colaboração com a Lava Jato junto a outros ex-executivos e ex-funcionários da empreiteira. O conteúdo das delações servirá como base para a lista de pedidos de inquérito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 

Vera Magalhães antecipou que o vazamento do depoimento de Emílio Odebrecht foi um erro da equipe do juiz Sérgio Moro. Carlos Andreazza afirmou que o empreiteiro sente saudades da época em que a Lava Jato não existia. Marcelo Madureira criticou Emílio Odebrecht e apontou que a sociedade vai conseguir derrotar a corrupção.

Assista ao debate completo no 3 em 1: