Governo já pensa em deixar para 2018 votação da Previdência: será que vai passar?

  • Por Jovem Pan
  • 01/12/2017 20h03

Divulgação

Juíza Rosimayre Gonçalves de Carvalho, da Décima Quarta Vara Federal em Brasília, mandou suspender campanha de publicidade do governo sobre a matéria.
As centrais sindicais decidiram suspender a greve nacional convocada para a próxima terça-feira, dia 5. Alegam que a paralisação já não faz mais sentido depois do cancelamento da votação da reforma da Previdência, que estava prevista para o dia 6.
O governo não tem os 308 votos necessários para aprovar a PEC. E, segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está longe disso. O discurso de Maia foi repetido hoje pelo relator da reforma, o deputado Arthur Maia. Em entrevista ao Jornal da Manhã, ele criticou os colegas e reconheceu que está difícil convencê-los.
Ainda sobre Previdência, a juíza Rosimayre Gonçalves de Carvalho, da Décima Quarta Vara Federal em Brasília, mandou suspender campanha de publicidade do governo sobre a matéria.
Em decisão tomada na última quarta-feira, a magistrada sustenta que, em vez de conteúdo educativo, informativo ou de orientação social, como prevê a Constituição, as peças veiculadas apresentam-se como “genuína propaganda de opção política governamental” que, de forma abusiva, desinformam e manipulam a opinião pública sobre o tema.
Ela argumenta também que há ofensa e desrespeito aos servidores públicos.
No 3 em 1 desta sexta-feira, 01, Carlos Aros mediou um debate sobre o assunto entre Vera Magalhães, Carlos Andreazza e Marcelo Madureira.
Vera chamou a greve geral de ridícula, pois nunca esteve marcada a votação da reforma da Previdência para o dia 6. Segundo ela, os sindicalistas só queriam tumultuar e usaram a proposta de pretexto. Andreazza criticou a decisão da juíza que, segundo ele, foi corporativista e teve uma atuação política no caso. Já Madureira disse que o Brasil vive hoje numa espécie de regime de castas, dividido entre aqueles que recebem os benefícios do setor público e aqueles que não recebem.