Itália volta a pedir a extradição de Cesare Battisti: Temer deve autorizar?

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2017 18h54

Reprodução

Foragido na França, Battisti fugiu para o Brasil em 2004, mas acabou sendo preso em 2007. A Itália pediu a extradição, e o Supremo Tribunal Federal concordou, mas destacou que a autorização é competência do presidente da República. Na época, Lula preferiu manter Battisti no Brasil

Em um pedido mantido em sigilo, o governo da Itália solicitou a revisão da decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concedeu garantia de residência em território brasileiro ao ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por envolvimento em 4 assassinatos na década de 1970.

O pedido está no Palácio do Planalto, e já foi submetido a uma primeira análise técnica. Cabe à consultoria jurídica da Presidência da República emitir um parecer. Segundo integrantes do Governo, os ministros Torquato Jardim, da Justiça, e Aloysio Nunes Ferreira, das Relações Exteriores, já deram sinal verde para um decreto do presidente Michel Temer.

Foragido na França, Battisti fugiu para o Brasil em 2004, mas acabou sendo preso em 2007. A Itália pediu a extradição, e o Supremo Tribunal Federal concordou, mas destacou que a autorização é competência do presidente da República. Na época, Lula preferiu manter Battisti no Brasil.

No 3 em 1 desta segunda-feira, 25, Patrick Santos mediou debate entre Vera Magalhães, Carlos Andreazza e Marcelo Madureira, que discutiram sobre a decisão de Lula e a possível mudança de entendimento por parte de Temer.

Andreazza afirmou que esse caso é um dos mais significativos da história do “fim” do Brasil. Para ele, é uma oportunidade para o presidente dar uma mensagem positiva para a população.

Vera destacou a covardia do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a extradição com base em tratados internacionais, mas transferiu a palavra final à Presidência da República.

Madureira apontou que a extradição de Battisti é uma dívida que o Governo brasileiro tem com o povo italiano.

Confira o debate completo no 3 em 1: