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Lava Jato mira cúpula da Alerj e prende filho de Picciani: pegou alguém de surpresa?

  • Por Jovem Pan
  • 14/11/2017 21h01

Divulgação/Alerj

O Ministério Público Federal solicitou o bloqueio de bens de Jorge Picciani e de outras pessoas ligadas ao esquema no valor de 154 milhões de reais
A Polícia Federal deflagrou a Operação Cadeia Velha, que atingiu a cúpula da Alerj. O presidente da Assembleia, o peemedebista Jorge Picciani, foi intimado a depor. Seu filho, Felipe Picciani, foi preso em Uberlândia.  Também foram alvos de mandado de prisão três empresários ligados ao setor de ônibus:
José Carlos Lavouras;
o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes do Rio, Lélis Teixeira;
e Jacob Barata Filho, conhecido como “o rei do ônibus”.
Foram chamados a prestar depoimento os deputados Paulo Melo, ex-presidente da Assembleia, e Edson Albertassi, que já foi líder do PMDB na Alerj.
A ação desta terça teve como base a delação do doleiro Álvaro Novis, que declarou ter distribuído cerca de 500 milhões de reais em propina, entre 2011 e 2015, para políticos a pedido de empresários do setor de transportes.
O Ministério Público Federal solicitou o bloqueio de bens de Jorge Picciani e de outras pessoas ligadas ao esquema no valor de 154 milhões de reais.
Os citados negam participação nos delitos. Em nota, o presidente da Alerj disse que “em toda a carreira jamais recebeu qualquer vantagem” e que a prisão do filho é “uma covardia” feita para atingi-lo.
No 3 em 1 desta terça-feira, 14, Patrick Santos mediou debate entre Vera Magalhães, Carlos Andreazza e Marcelo Madureira, que discutiram sobre o assunto.
Andreazza disse que o Rio de Janeiro é o exemplo mais representativo do establishment agindo para se proteger da Lava Jato. Madureira destacou que o patrimônio de Jorge Picciani aumentou mais de 6.300% desde que assumiu a Alerj. Vera criticou a cara de pau de políticos da base aliada de Luiz Fernando Pezão, que ignorou a operação da PF e ainda fez piada sobre a situação.