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Secretário de TI do TSE garante segurança das urnas eletrônicas: “não há evidência de fraude”

  • Por Jovem Pan
  • 25/07/2017 17h57
Nelson Jr./ASICS/TSEJanino creditou ainda as críticas com relação ao sistema de votação brasileiro a uma possível desinformação da população e também a uma "polarização apaixonada

O programa 3 em 1 da última segunda-feira (24) trouxe um assunto que gerou muita polêmica: a confiabilidade do sistema de apuração dos votos das eleições brasileiras, que é feita pelas urnas eletrônicas. Diante da repercussão do tema, o secretário de tecnologia e informação do Tribunal Superior Eleitoral, Giuseppe Janino, garantiu, em entrevista exclusiva ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, que o sistema é seguro e nunca houve, sequer, uma tentativa de fraude no processo.

“Não é questão de achar, nós temos evidências de que o processo é seguro. Porque nós temos 20 anos de utilização da urna eletrônica e até hoje não há sequer nenhum registro, nenhuma evidência de fraude ou tentativa de fraude”, afirmou o secretário.

“É um processo diante de uma situação que vivíamos no passado (quando a votação era feita no papel). (…) Ou seja, muita intervenção humana no processo e ligado ao ser humano há pelo menos três atributos: a lentidão, a prática de erros e a prática das fraudes”, contou.

Janino classificou ainda as críticas com relação ao sistema de votação brasileiro a uma possível desinformação da população e também a uma “polarização apaixonada”.

“Eu creio que haja desinformação. Principalmente porque no processo eleitoral no último pleito de eleições gerais, houve uma disputa com um percentual muito pequeno de votos entre os dois candidatos. Isso trouxe uma polarização apaixonada de algumas partes no sentido de questionar o processo eleitoral. Há sim, no processo informatizado, vários mecanismos de verificação, de auditabilidade dentro da solução hoje, que é a tecnológica, para ser verificado”.

O secretário falou também que desde 2009 o sistema eleitoral brasileiro é submetido a um teste público de segurança, onde qualquer cidadão pode tentar burlar o sistema da urna para revelar fragilidades no processo e evitar fraudes. “O professor Diego Aranha conseguiu descobrir fragilidades porque o TSE deu essa oportunidade. Uma forma democrática fornecida pelo TSE”, disse, em referência ao professor de computação da Unicamp, que descobriu falhas no sistema da urna eletrônica.

Janino afirmou ainda que só não houve a realização do teste público antes das eleições de 2014 por causa de uma troca de três gestões no TSE, mas garantiu que no período que antecede o pleito de 2018, o teste será feito novamente.