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Confira aqui o que você não ouviu em “Os Pingos nos Is” de 18/04/2017

  • Por Jovem Pan
  • 18/04/2017 13h51

O que Reinaldo Azevedo, Victor LaRegina e Vitor Brown não comentaram nesta terça-feira (18), você confere aqui:

GILMAR – O ministro do STF Gilmar Mendes comentou a decisão da Corte de criar uma força-tarefa para acelerar as ações da Lava Jato. Segundo ele, é válido que o tribunal faça ‘todo esforço para que não haja atraso’, mas, para Gilmar, o grande problema hoje é a lentidão na investigação. Afirmou: “É bom observar que, hoje, não há atrasos no Supremo, formalizados. Os atrasos estão na investigação. E isso depende muito menos do Supremo e muito mais da Polícia Federal e da Procuradoria da República”.

PALOCCI – Segundo a Folha, o ex-ministro Antonio Palocci deu início às negociações para celebrar um acordo de delação premiada. Um dos pontos que levou à decisão de Palocci é a negociação de seu ex-assessor, Branislav Kontic, com investigadores. Os dois foram presos no ano passado, mas Kontic deixou a prisão após dois meses. Uma eventual delação do ex-ministro é muito temida dentro do PT.

FHC X ACORDÃO – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a negar a existência de um acordão entre ele, Lula e Michel Temer para livrar os políticos da Lava Jato. Segundo o tucano, essa informação surgiu após os três terem se encontrado “socialmente” num hospital, onde a ex-primeira-dama Marisa Letícia estava internada, no início do ano. FHC criticou o que ele chamou de “fofocagem permanente” nas redes sociais e reclamou da atuação da imprensa no caso.

DEFESA X LULA – Em nota, Cristiano Zanin Martins, um dos advogados de Lula, afirmou que a decisão de Sérgio Moro é “mais uma arbitrariedade contra o ex-presidente, pois subverte o devido processo legal, transformando o direito do acusado (de defesa) em obrigação”. Zanin acrescentou que Moro, ao tomar essa atitude, “pretende, claramente, desqualificar a defesa e manter o ex-presidente em cidade diversa da qual ele reside para atrapalhar suas atividades políticas”.

DILMA X MERCADANTE – Segundo o Estadão, Marcelo Odebrecht disse, em delação premiada, que a ex-presidente Dilma escalou, em 2015, o ministro Aloizio Mercadante como interlocutor do governo ‘junto à Odebrecht’, para tratar de assuntos ligados à Lava Jato. De acordo com o jornal, as delações de executivos da empreiteira mostram que o governo foi procurado diversas vezes para obter informações sobre vazamento de investigações e tentar interferências na Justiça para livrar empresários da cadeia.

REFORMA X PREVIDÊNCIA – O governo apresentou aos deputados da base aliada a nova propaganda oficial em defesa da reforma da Previdência. Com o slogan “tudo o que é novo assusta”, a peça cita exemplos de outras mudanças pelas quais o país já passou e que deram certo, tais como o início das campanhas de vacinação, a obrigatoriedade do cinto de segurança, a privatização da telefonia e o Plano Real.