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Confira a edição completa de “Os Pingos nos Is” desta quinta-feira (18/05/2017)

  • Por Jovem Pan
  • 18/05/2017 17h07

Reinaldo Azevedo, Victor LaRegina e Vitor Brown comentaram os principais assuntos desta quinta-feira (18) em “Os Pingos nos Is”.

Em seu editorial de abertura, Reinaldo Azevedo explicou as possibilidades da acusação de crime de responsabilidade e de crime comum contra Temer. Saiba mais no editorial completo.

BOLSA – As denúncias da JBS foram devastadoras para o mercado financeiro. O Ibovespa fechou o dia em queda de 8,8%, aos 61.597 pontos. Na abertura dos negócios, o Ibovespa chegou a cair mais de 10% e o chamado “circuit breaker” foi acionado. “Circuit breaker” é o processo que interrompe os negócios da bolsa para acalmar os ânimos dos agentes de mercado após notícias de forte repercussão. O dólar comercial também sofreu forte influência das delações. A moeda norte-americana subiu 8,15%, a R$ 3,38.

TEMER X JBS – O ministro do STF Edson Fachin homologou nesta quinta os acordos de delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS. Os detalhes da delação ainda seguem oficialmente em sigilo. Segundo o que vazou na imprensa, publicado pelo “O Globo”, os irmãos Batista gravaram, instruídos pelo Ministério Público Federal e a PF, o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves.

TEMER X GRAVAÇÕES – Em março, o presidente Michel Temer teria indicado o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) para resolver problemas relativos à J&F. Loures foi filmado depois recebendo R$ 500 mil em dinheiro, enviados por Joesley. Numa outra gravação, segundo o colunista Lauro Jardim, Joesley teria dito a Temer que estaria pagando uma mesada para Eduardo Cunha e para o operador Lúcio Funaro, que estão presos, para que fiquem em silêncio. Temer teria respondido: “Tem que manter isso, viu?”.

AÉCIO X JBS – Segundo o vazamento de gravações feitas por Joesley Bastista, Aécio Neves ligou para o empresário pedindo R$ 2 milhões em dinheiro vivo, para pagar seu advogado, Alberto Toron, em sua defesa na Lava Jato. Os investigadores dizem que o dinheiro jamais chegou a Toron. Estava tudo rastreado, havia chips nas mochilas e as notas estavam numeradas. Os recursos teriam sido depositados na conta de Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho do senador Zezé Perrella (PMDB). Em nota, Aécio afirmou que não cometeu nenhuma irregularidade.

AÉCIO X PF – O ministro do STF Edson Fachin negou o pedido de prisão de Aécio Neves. Fachin, porém, apreendeu o passaporte do senador, proibiu que ele tenha contato com outros investigados e determinou seu afastamento do cargo. Também foi afastado, a pedido da Procuradoria-Geral da República, o deputado Rocha Loures. A irmã do senador, Andrea Neves, e o primo, Frederico Pacheco de Medeiros, foram presos preventivamente. Segundo as investigações, Medeiros recebeu o dinheiro que o empresário Joesley Batista direcionou a Aécio. Também foram presos uma irmã de Lúcio Bolonha Funaro, além de um assessor do senador Zezé Perrella. Outro detido é o procurador da República Ângelo Goulart Vilela, do TSE, suspeito de se infiltrar em investigação relacionada ao frigorífico.

DEBANDADA – O PSDB, principal partido aliado ao governo Michel Temer, deverá entregar seus cargos, defender a saída do presidente por renúncia ou impeachment e a realização de eleições indiretas no Congresso Nacional. Os ministros Bruno Araújo, das Cidades, e Aloysio Nunes Ferreira, das Relações Exteriores, devem entregar seus cargos. O PSDB decidiu destituir o senador afastado Aécio Neves da presidência da legenda.

IMPEACHEMENT – Oito deputados do PSDB protocolaram juntos um pedido de impeachment do presidente Michel Temer. O grupo é liderado pelo deputado João Gualberto, da Bahia. Também já solicitaram o impeachment de Temer os deputados Alessandro Molon (Rede) e João Henrique Caldas (PSB). Se o presidente da Câmara Rodrigo Maia acolher um dos pedidos, será criada uma comissão especial para analisar o assunto.

TEMER X PRONUNCIAMENTO – Em pronunciamento, o presidente Michel Temer afirmou que não vai renunciar ao cargo e disse que não agiu para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. O peemedebista chamou as gravações de “clandestinas”, garantiu que não tem “nada a esconder” e que, por isso, não precisa de foro privilegiado. Temer pediu acesso a essa gravações no STF, mas ainda não recebeu o material. Disse: “Exijo investigação plena e que dê muito rápido esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade não pode existir por muito tempo”.

MANTEGA – O sócio do grupo JBS Joesley Batista disse que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega recebeu propina da companhia. Segundo o empresário, Mantega era seu contato com o PT e operava em favor do grupo empresarial dentro do BNDES. Joesley Batista teria dito que tratava diretamente com Mantega os aportes do banco ao grupo J&F e que os recursos arrecadados como propina destinavam-se ao PT para campanhas e para deputados.