Ricardo Teixeira não se apresenta à Corte de NY e será julgado à revelia

  • Por Jovem Pan
  • 03/10/2017 13h52
Ricardo Teixeira é investigado por envolvimento nos crimes de falsidade ideológica, apropriação indébita e evasão de divisas

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira não se apresentou à Corte de Nova York e será julgado à revelia pela Justiça dos EUA. A informação, exclusiva, é de Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan.

A Justiça norte-americana havia estipulado a última segunda-feira, 2 de outubro, como data-limite para que Teixeira se apresentasse para interrogatório na Corte de Nova York. Ele prestaria esclarecimentos às autoridades, que o julgariam somente em novembro.

Como o dirigente não apareceu, a Justiça dos EUA já preparou o trâmite necessário para que ocorra um julgamento à revelia, ou seja, sem que o réu tenha apresentado defesa.

O julgamento deve acontecer em 6 de novembro, dia em que o também ex-presidente da CBF José Maria Marin e outros dirigentes do alto escalão do futebol mundial também serão julgados.

Por que Ricardo Teixeira está na mira dos EUA?

O dirigente, que presidiu a CBF entre 1989 e 2012, é investigado por envolvimento nos crimes de falsidade ideológica, apropriação indébita e evasão de divisas. Documentos que já estão sob posse das autoridades brasileiras revelam que Teixeira fazia parte de uma “organização criminosa transnacional” que usava a Seleção Brasileira para lavar dinheiro.

A suspeita é de que, ao lado do ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell, o dirigente brasileiro tenha lucrado pelo menos 15 milhões de dólares (cerca de R$ 49 milhões) com a venda de direitos de imagem de jogos da Seleção a uma empresa do Catar.

Ele não sai do País há algum tempo.

Estadão Conteúdo