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Diretor da Abramge cobra ação enérgica do Governo no caso da “Máfia das Próteses”

  • Por Jovem Pan
  • 17/07/2017 09h38
EBCO diretor da Abramge, Pedro Ramos, entende que o Ministério da Saúde não pode permitir que o Governo compre material de uma companhia envolvida em corrupção

Diretor da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), revela atitude do Governo brasileiro no caso da “Máfia das Próteses”, citando falta de ação enérgica para coibir a prática.

Pedro Ramos revelou que a entidade processa oito empresas norte-americanas. Existem ainda outros dois acordos em andamento com o objetivo de barrar o pagamento de propinas a médicos.

Uma investigação que corre na justiça dos Estados Unidos revelou que um dos maiores fabricantes de próteses do mundo, a Zimmer Biomet, pagava propina a médicos. Os corrompidos “doutores das próteses” deveriam indicar e usar produtos destas empresas durante cirurgias ortopédicas, neurológicas e cardíacas em pacientes do SUS.

O diretor da Abramge, Pedro Ramos, entendeu que o Ministério da Saúde não pode permitir que o Governo compre material de uma companhia envolvida em corrupção.

Para Ramos, que combate a “Máfia das Próteses” há três anos, os médicos envolvidos têm que ser identificados, demitidos e processados.

Recentemente, um dos maiores fabricantes de implantes cirúrgicos admitiu, em acordo de leniência nos Estados Unidos, que lucrou mais de US$ 3 milhões.

Presidente da Comissão de Direito Penal e Econômico da OAB São Paulo, Marco Aurélio Filho, explicou que os envolvidos podem responder por crimes de estelionato e corrupção.

Estudo da Anvisa mostra que os preços dos mesmos materiais cirúrgicos chegam a variar mais de 3.000% no Brasil.

A indicação do ortopedista Edmund Barras a pacientes que necessitam de próteses é ouvir mais de uma opinião ao decidir pela cirurgia.

As denúncias dos corregedores e da Abramge foram encaminhadas para OAB, Conselho Regional de Medicina, Ministério da Saúde e Polícia Federal.

O Ministério da Saúde declarou que encaminhou as denúncias para a Polícia Federal e outros órgãos de controle.

Confira a reportagem completa de Felipe Palma: