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Doria esclarece que bairro não terá nome alterado: Little Seul é “apelido simpático”

  • Por Jovem Pan
  • 14/04/2017 12h41
SP - SÃO PAULO/Doria/planejamento mudança nome Bom Retiro - GERAL - Movimentação no bairro do Bom Retiro, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (13). O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse na manhã desta quinta-feira (13), em visita à Coreia do Sul, ter fechado um acordo com empresas coreanas para a revitalização do bairro do Bom Retiro, no centro da capital paulista. Segundo Doria, depois da reforma, o bairro, que é um tradicional reduto de imigrantes da Coreia do Sul em São Paulo, passará a se chamar Bom Retiro Little Seul. 13/04/2017 - Foto: WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOWillian Moreira/Estadão ConteúdoBom Retiro - AE

Diante das críticas e elogios para a mudança do nome do Bom Retiro, na região central da cidade de São Paulo, para Little Seul, o prefeito João Doria quis esclarecer um ponto fundamental: o bairro não terá seu nome modificado, mas ganhará um “apelido”.

Em entrevista exclusiva ao repórter Daniel Lian, o tucano, que está na Coreia do Sul, afirmou: “não mudamos e nem vamos mudar [o nome]”.

Então o que ocorrerá? Segundo Doria, o nome continuará sendo Bom Retiro e o que será feita é uma homenagem ao povo coreano. “Não há o que mudar na história, vamos fazer como em Nova Iorque, onde tem a Rua 47 e tem a placa embaixo escrito Little Brazil. O objetivo é homenagear a comunidade coreana. Ter o nome preservado e um apelido simpático aos que desejarem fazer uso, mas não mudar o nome do bairro”, explicou.

Na Coreia do Sul, Doria afirmou ter fechado um acordo com empresas sul-coreanas para a revitalização do bairro. A notícia, que chegou ao Brasil nesta quinta-feira (13), era de que o nome seria efetivamente modificado.

O prefeito disse que o bairro continuaria com seu nome, mas agregaria o termo estrangeiro: “vamos guardar a tradição do Bom Retiro. Sem perder a sua história, valorizando sua história e a lembrança que o povo coreano, em SP, ajuda a cidade a ser a cidade do trabalho”.

A reforma do bairro envolverá a recuperação de praças, bancos e a implantação de uma creche. O processo deve ter início no mês de junho, mas ainda não há prazo definido.

Sete empresas já se comprometeram a financiar a reforma.

Confira a entrevista completa: