0:00
0:00

Estudo revela o que militares pensam sobre a participação das mulheres nas Forças Armadas

  • Por Jovem Pan
  • 11/08/2017 07h13
Reprodução/Agência Força AéreaNo ano em que o exército brasileiro recebe, pela primeira vez, a presença feminina na escola preparatória de cadetes, um estudo inédito revela o que pensam os militares sobre a participação das mulheres nas Forças Armadas do País

2017 é um ano histórico para o Exército Brasileiro: pela primeira vez, mulheres estão na escola preparatória de cadetes e de lá devem seguir para a Academia Militar das Agulhas Negras.

A conquista chega mais de três décadas depois da primeira abertura das Forças Armadas Brasileiras para as mulheres, que foi na Marinha.

Ainda assim, o papel feminino dentro destas instituições é restrito, sobretudo, quando falamos da participação em combate.

Um estudo inédito do Instituto Igarapé ouviu militares no Brasil e no mundo para compreender a visão das corporações sobre a presença das mulheres no Exército, Marinha e Aeronáutica.

Aqui no Brasil, entre os argumentos usados para manter o sexo feminino distante de funções como a infantaria aparecem desde a crise econômica até os conceitos estereotipados do gênero.

Renata Giannini, pesquisadora do Igarapé disse que, entre as justificativas usadas estão que, em um período de crise, tem que criar novos alojamentos, novos banheiros. “Existe expectativa social sobre qual é o papel da mulher na família, na carreira, na sociedade”, disse.

Mas será que em todo o mundo é assim?

A pesquisadora do Instituto Igarapé contou que entre os vizinhos da América Latina nós aparecemos como um dos países que possuem maior número de restrições à presença feminina.

Seis países por aqui permitem o acesso total das mulheres em suas Forças Armadas: Argentina, Bolívia, Colômbia, Nicarágua, Uruguai e Venezuela.

Indo para lugares mais distantes, chegamos à Noruega – pioneira em questões de gênero. O país foi o primeiro a ter acesso irrestrito em suas Forças Armadas e tem alistamento militar obrigatório para homens e mulheres. Mesmo assim, as militares norueguesas ainda encontram barreiras para serem derrubadas.

Hoje cerca de 20 países permitem às mulheres o ingresso em qualquer arma e especialidade – a maior parte deles fica na Europa.

*Informações da repórter Helen Braun