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Geddel é afastado da direção nacional do PMDB; senadora Kátia Abreu é suspensa por 60 dias

  • Por Jovem Pan
  • 14/09/2017 06h26
Marcelo Camargo/Agência BrasilDe acordo com o presidente do PMDB, senador Romero Jucá, o próprio Geddel pediu o afastamento

Em sinais trocados, a Executiva Nacional do PMDB compra briga com históricos do partido e polpa Geddel Vieira Lima. O ex-ministro pediu a punição da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Ela foi suspensa por 60 dias.

Mesmo preso, ele pediu, e foi atendido, um auto-afastamento de 60 dias. Mas ele continua presidente do PMDB na Bahia, vice-presidente da Executiva Nacional, e está apenas licenciado. O peemedebista está preso em Brasília desde a última sexta-feira, depois que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões, em um apartamento ligado a ele.

De acordo com o presidente do PMDB, senador Romero Jucá, o próprio Geddel pediu o afastamento. Jucá disse que o partido ainda não vai tomar posição sobre o processo em que ele é investigado. “O partido aguarda a manifestação da Justiça, a defesa do ex-ministro Geddel e, só após isso, que o partido pode se manifestar”, disse.

Nesta quarta-feira, a Justiça Federal do Distrito Federal transferiu o caso envolvendo Geddel Vieira Lima para o Supremo Tribunal Federal.

O PMDB da Bahia faz, agora, um movimento para afastá-lo da Executiva, e não aceita o irmão dele, deputado Lúcio Vieira Lima, como substituto no Estado. As investigações encontraram indícios de participação do deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel no caso das malas de dinheiro. Como ele tem foro privilegiado, o processo vai para a Suprema Corte. Segundo a Polícia Federal, o apartamento foi emprestado a Lúcio e era usado por Geddel. Porém, o juiz federal Vallisney de Oliveira disse que ainda não existem indícios contra o deputado federal em fatos anteriores à apreensão do dinheiro.

Outra confusão foi com o deputado Jarbas Vasconcelos, suspenso por votar pela abertura do processo contra o presidente Michel Temer. E mais, o senador Fernando Bezerra foi convidado a se filiar ao PMDB. Ele é um adversário histórico de Jarbas Vasconcelos.

O vice-governador de Pernambuco, ex-deputado Raul Henry, protestou: “Jarbas fez uma entrevista elogiando ele, dizendo que estava honrado em recebe-los. Aí Jarbas se filia aqui e chega em Pernambuco dizendo que chegou no partido para dissolver o diretório estadual e para, a partir de então, mudar a linha política do partido. Isso é inadmissível”.

Adversários da cúpula do PMDB dizem que o partido está tomado por “Geddeis”, “Francos”, “Padilhas” e “Cunhas”. A divisão é histórica na sigla.

*Informações dos repórteres José Maria Trindade e Levy Guimarães