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Justiça ouve FHC, Cardozo, Nelson Jobim e Pedro Malan em processo contra Lula na Zelotes

  • Por Jovem Pan
  • 13/09/2017 07h07
EFE/Fernando Bizerra Jr.O ex-presidente petista, o filho dele, Luís Cláudio, e outras duas pessoas são acusadas por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Justiça ouve Fernando Henrique Cardoso, José Eduardo Cardozo, Nelson Jobim e Pedro Malan como testemunhas de defesa de Lula em processo da Operação Zelotes.

O ex-presidente petista, o filho dele, Luís Cláudio, e outras duas pessoas são acusadas por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O MPF afirma que os crimes ocorreram entre dois mil e treze e dois mil e quinze, quando Lula teria integrado um esquema de favorecimento de empresas em atos do Governo Dilma.

De acordo com a promotoria, essa atuação teria levado à compra pelo governo brasileiro de trinta e seis caças da fabricante sueca Saab.

Os acusados também teriam trabalhado ilegalmente para a prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da medida provisória 627.

Em troca, o filho de Lula, Luís Cláudio, teria recebido dois milhões e meio de reais da empresa de representação Marcondes e Mautoni, que tem como clientes a Mitsubishi Motors, o grupo Caoa e a empresa sueca Saab.

Os depoimentos desta terça-feira (12) foram tomados por videoconferência das testemunhas em São Paulo pelo juiz federal Vallisney Oliveira, em Brasília.

O ex-ministro da defesa Nelson Jobim diz que foi convocado para falar sobre o processo de compra dos caças e que ele desconhece a presença do escritório Marcondes e Mautoni: “dificilmente o que estava atrás era interesse da Aeronáutica. Não conheço os personagens, Marcondes…”.

Nelson Jobim foi ministro da defesa entre dois mil e sete e dois mil e onze, antes do período em que teriam ocorrido os crimes de acordo com o MPF, entre dois mil e treze e dois mil e quinze.

O ex-ministro da justiça José Eduardo Martins Cardozo disse que foi perguntado sobre a MP 627 e respondeu que não verificou nada de atípico na tramitação do texto: “eu não me lembro de absolutamente nada atípico. No Ministério da Justiça foi um processamento normal”.

O advogado de Lula disse que o depoimento de Pedro Malan contribui para a tese da defesa de que não houve tráfico de influência na tramitação da medida provisória.

Cristiano Zanin Martins afirmou que incentivos fiscais do gênero seriam concedidos desde o Governo FHC: “o ex-ministro Malan foi na mesma linha mostrando que é política de Governo a concessão de incentivos fiscais”.

Por outro lado, o procurador da República Hebert Mesquita, responsável pela Operação Zelotes, disse em Brasília que as provas contra Lula na ação são “batom na cueca.”

O integrante do MPF afirmou que os depoimentos desta terça-feira não mudam nada no andamento do processo e que foi desnecessário arrolar FHC e Pedro Malan.

*Informações do repórter Tiago Muniz