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Máfia dos fiscais tem primeiras condenações em São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 08/04/2017 14h34
ELIANE NEVES/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOELIANE NEVES/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOPromotor Roberto Bodini e a promotora Yoon Jung Kim
SP - MÁFIA/ISS - GERAL - Na foto promotor Roberto Bodini e a promotora Yoon Jung Kim. O promotor Roberto Bodini, do Grupo Especial de Repressão de Delitos Econômicos (GEDEC), fala sobre detalhes das primeiras condenações da máfia dos fiscais. Os condenados estão envolvidos no pagamento e cobrança de propina para liberação do Imposto Sobre Serviço (ISS), na tarde desta sexta-feira (07) no prédio do Ministério Público do Estado de São Paulo na região central da capital. 07/04/2017 - Foto: ELIANE NEVES/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Ex-subsecretário de finanças é condenado a 10 anos de prisão. É a primeira sentença da Máfia dos Fiscais. O Ministério Público defende a “Cidade Lícita” em São Paulo.

Ronilson Bezerra foi considerado o chefe da quadrilha, na investigação do Ministério Público sobre a cobrança de propina das construtoras, para redução do imposto sobre serviços.

O promotor Roberto Bodini afirma que o patrimônio de Ronilson e dos demais investigado é totalmente incompatível com a suas rendas.

Ouça os detalhes da reportagem AQUI.

Ronilson e o empresário Marco Aurélio Garcia foram condenados a 10 anos de prisão no regime fechado. Marco Aurélio é irmão do ex-deputado e atual secretário estadual de habitação, Rodrigo Garcia.

O ex-diretor de arrecadação, Fábio Remesso, recebeu 6 anos de prisão no regime fechado.

Por colaboração com a justiça, o contador Rodrigo Remesso, irmão de Fábio, foi condenado a 8 anos de prisão no regime aberto, e o ex-diretor de Arrecadação, Eduardo Barcelos, 6 anos de prisão no regime aberto.

O promotor Roberto Bodini ressalta a condenação por lavagem de dinheiro, e a recuperação de 3 milhões de reais aos cofres públicos.

Além de 3 milhões de reais, três flats avaliados em R$ 1,5 milhão, mais um carro de luxo serão anexados ao patrimônio público.

É apenas uma ação de muitas que tramitam na justiça, e aguardam julgamento, num verdadeiro crime organizado na Secretaria de Finanças, são mais de 400 investigações, 70 crimes identificados, empresas envolvidas, num total de prejuízo estimado a prefeitura de 500 milhões de reais.