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“Manutenção da prisão preventiva é imperiosa”, diz procuradora da República sobre irmãos Batista

  • Por Jovem Pan
  • 14/09/2017 08h10
ReproduçãoA procuradora declarou ainda achar difícil que o tribunal reforme essa decisão

O Ministério Público Federal avaliou que a compra e venda de ações da JBS no mercado financeiro e a compra de contratos futuros de dólares na posse de informações privilegiadas justificam a prisão preventiva dos irmãos Joesley e Wesley Batista, expedida nesta semana.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, a procuradora da República e coordenadora do Núcleo de Combate à Corrupção, Thaméa Danelon, afirmou que, “de acordo com os elementos colhidos nessa investigação, a necessidade da manutenção da prisão preventiva é imperiosa”. A procuradora declarou ainda achar difícil que o tribunal reforme essa decisão.

Segundo Thaméa Danelon, há indícios comprovados de que os irmãos Batista aproveitaram-se da repercussão de suas delações para obter ganhos indevidos. “Logo após a notícia ter vindo à mídia, e que toda a sociedade ficou ciente de que eles compraram contratos de dólares, foi instaurada a investigação. A CVM elaborou relatório que constatou que as operações foram atípicas. A perícia da Polícia Federal verificou ganhos nos valores de R$ 200 milhões. No curso da investigação, diretores financeiros da companhia foram ouvidos e disseram que a ordem partia dos irmãos Batista”, disse.

Sobre a rescisão do acordo de colaboração premiada, a procuradora defendeu que as provas devem ser utilizadas pelo MPF. “Isso é ponto pacífico, não há o que discutir. O acordo de colaboração diz nas cláusulas que caso o colaborador venha a mentir ou se praticar novos crimes ocorre a rescisão e não a anulação. Ou seja, ele perde os benefícios que havia recebido, mas em contrapartida, a sociedade não perde. Ou seja, a prova entregue permanece com o MPF e, sem dúvida, pode ser utilizada”.

Confira a entrevista completa: