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Não vamos enfrentar uma crise hídrica em 2016, diz presidente da Sabesp

  • Por Jovem Pan
  • 16/02/2016 08h03
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 30/03/2011. O presidente da Light, Jerson Kelman, promove encontro com jornalistas para falar sobre o balanço da empresa em 2010, no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:TASSO MARCELO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:161129TASSO MARCELO / Agência EstadoJerson Kelman

 Depois do atraso para o início das obras, foi liberada a transposição da água da represa do Jaguari, pertencente à bacia do rio Paraíba do Sul, para o rio Atibainha, do complexo Cantareira. Em entrevista à Jovem Pan, o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, explica que houve entendimento entre os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro, e que não há motivo para preocupação: “A bacia é utilizada para abastecer o Rio de Janeiro. Quando começou a se discutir de tirar 5m³/s do Jaguari para o Atibainha o pessoal ficou assustado. Mas não há razão para preocupação. O Pezão compreendeu que não havia problema e o assunto foi bem resolvido”.

Kelman afirmou que se houver a necessidade do abastecimento do Jaguari para o Rio de Janeiro, a obra poderá ser revertida, e prevê que a transposição estará pronta em 2018: “A primeira fase ficará pronta em abril de 2017, com operação normal em outubro de 2017. No verão de 2018 teremos pleno uso dela, mas em 2017 já vai estar funcional”.

Com o sistema Cantareira que registra aumentos consecutivos do nível de água, Kelman acredita que não ocorrerá outra crise hídrica em 2016: “Ninguém tem bola de cristal para saber o que vai acontecer. (…) A previsão meteorológica tem um horizonte sobre os próximos 10 ou 20 dias. Mas pelo que observamos nesse período agora de verão, já nos permite afirmar com segurança que ao longo de 2016 não vamos enfrentar uma situação parecida com a de 2014. Estamos com mais disponibilidade de água e tem chovido mais”.

O presidente da Sabesp afirma também que já ocorre uma transição gradual das pessoas abastecidas pelo sistema do Alto Tietê para o Cantareira, mas diz que não é possível prever quando será possível abastecer novamente os quase 9 milhões de pessoas que o complexo atendia antes da crise.