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PF e MPF divergem sobre afastamento entre órgãos, mas falam em trabalho conjunto

  • Por Jovem Pan
  • 13/11/2017 06h42

Arquivo/Marcelo Camargo/ABr

É notória a divergência entre Ministério Público Federal e a Polícia Federal desde que engrossaram as conversas diante da possibilidade da PF selar acordos de delação premiada

É notória a divergência entre Ministério Público Federal e a Polícia Federal desde que engrossaram as conversas diante da possibilidade da PF selar acordos de delação premiada, assim como faz o MPF.

Agora, com a nova direção da Polícia Federal nas mãos do delegado Fernando Segóvia o que se espera é uma reaproximação entre as duas instituições.

Tanto Segóvia quanto Raquel Dodge foram indicados aos cargos pelo Presidente Michel Temer.

Para membros do Ministério Público, nunca houve nenhum afastamento.

A procuradora Thamea Danelon ressaltou a importância do trabalho em conjunto para a continuidade da Lava Jato: “não tem motivo para as instituições trabalharem separadamente. O trabalho de um complementa o do outro. Por exemplo, a Operação Lava Jato tem tido esse êxito porque as instituições estão trabalhando em conjunto”.

O procurador Rodrigo De Grandis, da Procuradoria da República de São Paulo, disse também não enxergar um distanciamento: “converso constantemente com delegados da PF e agentes da PF e o que existe é trabalho conjunto, que tem produzido muitos resultados positivos”.

As diferenças já inflamaram quando, em 2015, sete inquéritos envolvendo investigados da Lava Jato foram arquivados porque o Ministério Público questionou a ordem dos depoimentos determinada pela Polícia Federal, mas o ponto crucial foi mesmo em torno das delações.

A diretora da Associação dos Delegados de Polícia Federal, Tânia Fernanda Prado Pereira também acredita em um trabalho conjunto entre as duas instituições, mas lembra o que chamou de “avanço” por parte do MPF: “se MP estiver disposto a respeitar as instituições e trabalhar junto com a Polícia, sem isolar a Polícia, aí com certeza essa ação fará muito mais sentido dentro do contexto constitucional”.

Com o trabalho entre as duas instituições unificado, quem ganha é o Brasil.

*Informações do repórter Caio Rocha