Polícia Federal nega que haja desmantelamento da Operação Lava Jato, após recente saída de delegados que atuavam nas investigações.

Um dos principais delegados, presente desde o início da operação, Márcio Adriano Anselmo, anunciou nesta semana que aceitou um convite para comandar a corregedoria do Espírito Santo. Após três anos na força-tarefa, no ano passado ele pediu desligamento da operação alegando esgotamento físico e mental.

Por meio de um comunicado, a Polícia Federal do Paraná, garantiu que o recurso orçamentário destinado à coordenação da Lava Jato para este ano foi aprovado e liberado.

A nota diz ainda que o nome do delegado substituto de Ancelmo já está acertado, embora ainda não tenha sido divulgado. Ancelmo não foi o único delegado a deixar a força-tarefa.

Em novembro, a delegada Érika Marena se deslocou para chefiar a área de combate à corrupção e desvios de verbas públicas da Superintendência da PF em Santa Catarina. Marena foi quem deu o nome de Lava Jato à operação.

Clima tenso em Curitiba, pois durante a semana corregedores da Polícia Federal de Brasília ouviram delegados e agentes da força-tarefa sobre a suspeita de instalação de grampo, sem autorização judicial, no fumódromo da carceragem e na cela do doleiro Alberto Youssef em março de 2014.

*Informações do repórter Felipe Palma