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PF prende Wesley Batista, irmão de Joesley, do grupo JBS

  • Por Jovem Pan
  • 13/09/2017 06h59
DivulgaçãoA ordem foi expedida pela Justiça Federal de São Paulo

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (13) o empresário Wesley Batista, irmão de Joesley e um dos donos da JBS. A ordem foi expedida pela Justiça Federal de São Paulo. Já Joesley, que está preso desde domingo, também é alvo da ação, com mais um mandado de prisão. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva em desfavor de dirigentes das empresas JBS S/A e FB Participações S/A, sendo que um deles cumpre prisão temporária em razão de decisão do Supremo Tribunal Federal.

Os mandados de prisão são decorrentes da investigação aberta pela PF em SP para apurar se os executivos da empresa se aproveitaram das próprias delações para ganhar dinheiro no mercado financeiro. Os investigadores sustentam, no pedido de prisão, que existem fartas provas de que os irmãos Batista agiram pessoalmente negociando ações do grupo e contratos futuros de dólares.

Sobre a prisão dos irmãos Batista no inquérito de insider information, o advogado de defesa Pierpaolo Cruz Bottini divulgou nota em que afirmou que “é injusta, absurda e lamentável a prisão preventiva de alguém que sempre esteve à disposição da Justiça, prestou depoimentos e apresentou todos os documentos requeridos. O Estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a Justiça”.

Na ação deflagrada nesta manhã ainda são alvos: o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, a advogada Fernanda Tórtima, e o ex-procurador Marcello Miller.

Segundo as investigações da segunda fase da operação batizada de Tendão de Aquiles (ação de agora se chama Acerto de Contas), os irmãos Batista cooptaram Miller quando ele ainda era integrante do Ministério Público Federal. Por conta disso, os três são investigados pelo crime de corrupção.

A 1ª fase foi deflagrada em 9 de junho, quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva.

*Com informações de revista Veja