Ex-colônias discutem quem substituirá rainha Elizabeth na Commonwealth

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan em Londres
  • 13/02/2018 11h44
EFE/Andy RainA rainha Elizabeth Segunda vai completar 92 anos em abril e é a monarca a mais tempo no trono britânico em todo a história

Bom dia a todos que acompanham o Jornal da Manhã. Aqui em Londres a terça-feira tem tempo nublado com 6ºC de temperatura em Westminster.

As antigas colônias britânicas já começam a discutir quem irá substituir a rainha Elizabeth Segunda como líder da organização conhecida como Commonwealth of Nations.

O grupo, formado quando o Império Britânico já começava a experimentar sinais claros de declínio, reúne nações que eram comandadas por Londres, além de Moçambique e Ruanda, totalizando 53 países.

15 deles ainda têm a rainha Elizabeth Segunda como sua chefe de Estado. Acontece que o cargo de líder do Commonwealth não é automaticamente transferido de forma hereditária, como o posto de monarca britânico.

Por isso, uma reunião de alta cúpula do grupo que é realizada ainda nesta terça (13) em Londres irá discutir o tema, de acordo com informações da BBC.

A rainha Elizabeth Segunda vai completar 92 anos em abril e é a monarca a mais tempo no trono britânico em todo a história.

Aos poucos, ela vem se retirando da vida pública, mas ainda não há nenhum sinal claro de que irá abdicar do trono em favor seu filho, o príncipe Charles, como fizeram recentemente outros monarcas europeus.

Parece extremamente improvável, no entanto, que Charles não se torne rei, passando a coroa automaticamente para o filho, apesar de ter sofrido uma grave crise de popularidade após a morte da ex-esposa, a princesa Diana, nos anos 1990.

Hoje os britânicos já não contestam mais a relação de Charles com a segunda esposa, Camila, embora o príncipe William e a Duquesa Kate, praticamente dominem o noticiário sobre a família real.

O que pouca gente contesta – de fato – é a longevidade da família real britânica. Que, com ou sem a liderança do Commonwealth, vai seguir no Palácio de Buckingham ainda por muito tempo ostentando um papel figurativo que o Reino Unido da Grã-Bretanha adora celebrar.