Donald Trump nega ter coagido ex-diretor do FBI para deixar de lado investigação sobre ex-assessor de Segurança Nacional.

A resposta do presidente dos Estados Unidos aconteceu durante uma entrevista coletiva na Casa Branca com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.

A denúncia foi feita na última terça-feira em reportagem do jornal "The New York Times".

De acordo com a reportagem, o ex-diretor do FBI James Comey fez memorandos contando que teria sido pressionado por Trump.

Trump respondeu de forma seca que não tentou influenciar as investigações sobre o ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, que tinha relações com a Rússia. Ele disse: "Não. Próxima pergunta”.

Ele disse que o diretor do FBI, James Comey, era muito impopular com a maioria das pessoas e destacou que acreditava ser uma decisão bipartidária.

Donald Trump também ridicularizou um possível impeachment e acusações criminais contra ele.

“Eu acho que isso totalmente ridículo e todo mundo pensa assim. E, mais uma vez, nós temos que voltar a fazer nosso país funcionar corretamente para que possamos cuidar dos problemas que nós temos”, disse.

O republicano ainda comentou a investigação sobre a influência da Rússia na eleição de 2016: “bem, eu respeito o movimento, mas a coisa toda foi uma caça às bruxas. Não há conluio entre mim e minha campanha - mas eu sempre posso falar apenas por mim - e para os russos: zero. Eu acho que divide o país, acho que temos um país muito dividido por causa disso e muitas outras coisas".

Ainda durante a visita do presidente colombiano, Donald Trump firmou mais um compromisso de combate às drogas com o país sul-americano.

Ele também comentou a situação na Venezuela e afirmou que vai cooperar com "o que for necessário" para recuperar o país.

*Informações da repórter Marcella Lourenzetto